BNB PATROCINA FESTIVAL DE MÚSICA ELEAZAR DE CARVALHO

July 1, 2008 by admin  
Filed under Cultura, Shows& Eventos

BNB PATROCINA FESTIVAL DE MÚSICA ELEAZAR DE CARVALHO

Fortaleza, 28/06/2008 - Festa e aprendizado. É neste binômio que se baseia a programação do “X Festival Eleazar de Carvalho”, um dos mais importantes eventos de música do País. O festival, que é aberto ao público e conta com o patrocínio cultural do Banco do Nordeste, tem início amanhã (domingo, 29), às 18 horas, no Teatro Celina Queiroz (Av. Washington Soares, 1321 - Edson Queiroz). Na oportunidade, haverá apresentação de orquestra sinfônica e exibição de documentário sobre a vida do maestro Eleazar de Carvalho, idealizador do evento. A programação prossegue até o dia 20 de julho, com espetáculos de orquestras sinfônicas, corais, recitais, teatro e bailado.

De acordo com a diretora artística e viúva do maestro, Sônia Muniz, a décima edição do festival acontece em comemoração aos 100 anos de imigração japonesa e 200 anos da vinda da Família Real ao Brasil. A programação do evento também abre espaço para o Curso de Formação Musical, que é ofertado a mais de 300 estudantes de música, selecionados entre candidatos brasileiros e estrangeiros. “Fico muito feliz de ver o resultado disso tudo. De ver gente fazendo carreira nesse festival. Estou cumprindo minha promessa ao maestro de dar continuidade ao seu trabalho”, afirmou Sônia Muniz.

Dentre os músicos convidados para compor o corpo docente do “X Festival Eleazar de Carvalho”, está o maestro Lanfranco Marcelleti, que ministrará aulas de regência orquestral. Marcelleti é um dos aprendizes de sucesso de Eleazar de Carvalho e guarda em seu currículo trabalhos com orquestras sinfônicas de Itália, Espanha e Londres. O festival ainda conta com a participação de Daisuke Nagamine (que participará das comemorações sobre imigração japonesa), Robert Black (EUA), Jean Noe Saghaard (França), Charles Huang (China), dentre outros.

Política cultural

De acordo com o gerente de Gestão da Cultura do BNB, Henilton Menezes, o apoio ao festival é reflexo da política de patrocínio cultural do Banco que vai além de uma ação de comunicação e relacionamento com a sociedade. “Hoje, o patrocínio cultural do BNB está estruturado em quatro grandes pilares: interesse da sociedade nordestina, acesso democrático, transparência do processo de concessão e acompanhamento dos resultados”, afirmou. Segundo ele, além das ações de patrocínio institucional, a política de atuação cultural do Banco também inclui a linha de financiamento reembolsável Cresce Nordeste Cultura e o Programa Cultura da Gente (que apóia projetos artísticos de funcionários da instituição).

Henilton também destacou os resultados do Programa BNB de Cultura (na área de patrocínio). Em suas cinco edições, o programa patrocinou 681 projetos em diversos segmentos artístico-culturais, como literatura, música, audiovisual, artes cênicas, artes visuais e artes integradas, os quais somam mais de R$ 9,4 milhões. “Nosso programa está sintonizado com as políticas de inclusão social do Governo Federal, principalmente no que diz respeito aos conceitos de desenvolvimento sustentável e duradouro”, afirmou.

Eleazar de Carvalho

Filho de uma descendente de índios tabajaras, Eleazar de Carvalho nasceu em Iguatu (CE), em 1912. Graças a seu temperamento “inquieto”, foi mandado pelo pai para a Marinha e foi lá que descobriu o amor pela música. No começo, como mesmo afirmou, tudo não passava de gulodice, “entrei para a banda porque a comida servida às crianças que tocavam era melhor”. Com o passar do tempo, Eleazar de Carvalho ingressava cada vez mais no mundo da música. Em 1928, prestou concurso para a Orquestra Municipal do Rio de Janeiro e, logo mais, estaria tocando em bailes com Almirante, Donga e Pixinguinha.

Foi com a ajuda do ministro João Alberto Lins que conseguiu, em 1946, viajar para os Estados Unidos. Lá se tornou assistente de Sergei Koussewitzky, um dos maiores nomes da música, que na época ministrava cursos em Tanglewood (Massachusetts). Em 1947, regeu, pela primeira vez, a Sinfônica de Boston e sua carreira deslanchou. De Boston foi para Chicago e de Chicago, para Nova Iorque, onde dirigiu a Pro Arte Symphony Orchestra, de 1968 a 1973. Regeu as principais orquestras do mundo, incluindo as filarmônicas de Viena, Berlim e Londres

Fonte: Luciano Sá (Assessoria de Imprensa BNB)

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