ARTISTAS FAZEM PRELIMINAR CONTRA GATO DE ÁGUA
Quem pensa em ir ao Maracanã neste domingo (27/7) para assistir Flamengo x Botafogo, pelo Campeonato Brasileiro, tem um motivo todo especial para chegar mais cedo ao estádio. É que antes do clássico, às 15h, acontece uma preliminar reunindo artistas, num duelo entre Rio e São Paulo, em jogo onde será dada a largada pela Nova Cedae da campanha Diga não ao gato. O time de artistas do Rio vestirá as cores da companhia, com o slogan da campanha nas camisas.
A campanha faz parte de uma série de acões da Nova Cedae para combater as ligações clandestinas conhecidas como gatos. E os números desse esforço da companhia são expressivos. Até meados de junho, foram mais de 1000 operações, que totalizaram uma soma de quase R$ 2 milhões em multas, resultado do trabalho dos técnicos da Assessoria de Segurança Empresarial da companhia em conjunto com os policiais da Delegacia de Defesa dos Serviços Delegados (DDSD).
- É preciso conscientizar a população sobre o papel de cada um na economia de água, que é um bem finito. E o gato é um ato de desperdício. A população de um modo geral não tem noção sobre a gravidade da questão. No século passado, o petróleo era o bem a ser disputado. Daqui para frente será a água. Assim, é preciso que desenvolvamos a consciência sobre o seu uso. As ligações clandestinas contribuem para desabastecer algumas localidades, além de causar grande prejuízo nos cofres da Cedae. Eventos como este ajudam no despertar da consciência ambiental - afirma o presidente da companhia, Wagner Victer, ressaltando que furto de água é crime previsto no Código Penal.
O evento conta com a parceria da empresa Planet Globe, responsável pelo convite aos artistas, que participarão gratuitamente da campanha e doarão uma camisa autografada por todos para o Projeto Reviva, da Secretaria Estadual de Saúde, que ajuda no tratamento de crianças com lábios leporinos.
Entre artistas que defenderão as cores da Nova Cedae estão: Gustavo Leão, Carlos Bonow, Kadu Moliterno, Marcos Palmeira, Cássio Reis, Heitor Martinez, Patrick de Oliveira, Nicola Siri, Marco Antônio Gimenez, Márcio Kieling, Daniel Erthal, Toni Garrido, Bruno Coimbra, José Loreto, Rogê.
Fonte: Secretaria de Comunicação Social do Estado do Rio de Janeiro
SER FLUMINENSE É SER DIFERENTE
Torcer pelo Fluminense é trilhar caminhos diferentes. Qual torcedor do Fluminense imaginaria um gol como o de Washington no último minuto contra o São Paulo, ou deste mesmo jogador de falta contra o Boca Júniors, ou o primeiro tempo da decisão contra o LDU e um segundo tempo totalmente diferente, com o time bem posicionado, enfim, um outro time. Ser Fluminense é navegar pelo inesperado ou não se lembram da ida do Flu para a terceira divisão e da volta sem passar pela segunda ou mesmo, do inesperado último lugar no brasileirão.
Por isso é´que o jogo de quarta-feira, dia 02 de julho, é um jogo onde nada é previsível. O Fluminense não está derrotado e não perdeu a Libertadores. A LDU cumpriu o seu papel dentro do seu estádio. O Fluminense tem que cumprir o seu papel dentro do seu e se estiver fadado a ser campeão será, pois, sorte de campeão está tendo.
Reações recentes têm que ser analisadas. A torcida do Flamengo apedrejou o ônibus após ter venerado seus jogadores e dado um diploma a seu técnico antes de enfrentar o América do México é uma torcida com caracterizada por ações populares onde a emoção prevalece sobre a razão. A torcida do Vasco, um clube sob o comando de Eurico Miranda que graças a Deus, para o bem do futebol, está dando adeus, teve reações diversas quando virou freguês para torcida do flamengo em inúmeras decisões. A do Botafogo, especial como é, viu seu treinador e jogadores emocionados com uma derrota por muitos considerada forjada e é considerada a torcida do chororô, em qualquer país de primeiro mundo o choro a emoção dignifica o homem. E a torcida de elite do Fluminense, deve se organizar e sugerir caminhos para que seu time possa vencer e ser campeão da libertadores. Líderes de torcidas que têm acesso às laranjeiras devem demonstrar que o treino, o estudo com relação às jogadas do LDU, o respeito àquele que também é azarão nesta final, a posição da defesa, meio-campo e ataque, tem que ser exaustivamente estudados, treinados, para esta final. Esta é a postura que uma torcida de um clube de elite deve ter e se derrotada na final, deve cantar e vangloriar o brilhante retorno de seu time a um torneio internacional, se vitoriosa, deve comemorar sem achincalhar seus rivais, comemorar com classe, escol.
O estilo Renato Gaúcho no futebol já é conhecido. Provoca em outros torcedores ojeriza e discordância. Ele foi um sucesso absoluto como jogador, mas, como técnico ganhou a Copa do Brasil, perdeu o Campeonato Carioca e está na final da Libertadores, isso enquanto técnico do Fluminense. Luxemburgo como jogador sempre foi mediano e como técnico sensacional. Esta semana Renato Gaúcho tem que provar que é técnico, tem que montar um esquema para vencer a próxima partida estudando a LDU pois, jogadores titulares e reservas tem. Tem que saber substituir durante o jogo. Tem que ensaiar jogadas e esquematizar melhor o seu time, não contando apenas com o fator sorte mas, com o fator estratégia, treino e competência aliado ao fator sorte.
Thiago Silva, comandante da defesa tricolor, tem que exaustivamente ensaiar com seus companheiros os posicionamentos. Conca treinar chutes de fora da área. Enfim, todos têm que trabalhar, trabalhar exaustivamente e focar, mas, focar mesmo o jogo da decisão. A LDU cumpriu muito bem o seu papel e dignificou o futebol equatoriano e o Fluminense tem tudo para reverter essa vantagem. Deveria esquecer um pouco a mídia e partir para o trabalho exaustivo em busca da excelência.
Já as torcidas tricolores de todo o Brasil são vitoriosas. Chegaram a uma final de Libertadores depois de muitos anos sem participar em torneios internacionais e devem prestigiar o time na decisão formando uma corrente prá frente. O time tem demonstrado ter limites e ser ilimitado. É um time cheio de nuances, onde por vezes o goleiro espalma para frente e leva um gol e salva de forma milagrosa gols. As torcidas tricolores de todo o Brasil só têm motivo para se orgulhar e sempre esperar o tudo, tudo de diferente e especial mas, nada comum, pois ser Fluminense é ser diferente onde o novo surge a cada jogo. E o novo pode vir a ser uma vitória nunca vista na final da libertadores na próxima quarta-feira.
Anand Rao
Jornalista
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