Pacientes com dengue poderão ter atendimento particular
Pacientes com dengue poderão ter atendimento particular no Rio, determina Justiça
Rio de Janeiro - A Justiça determinou hoje (28) que o estado e o município do Rio de Janeiro encaminhem os pacientes com dengue a hospitais conveniados com o Sistema Único de Saúde (SUS) e a hospitais e clínicas particulares, quando a demanda ultrapassar a capacidade de atendimento da rede pública.
A decisão foi tomada pela juíza Patrícia Cogliatti de Carvalho, que acolheu liminar interposta pela 1a Promotoria de Tutela Coletiva de Defesa da Cidadania do Ministério Público Estadual (MPE). Segundo a liminar, nos casos em que o socorro for prestado pela rede privada, o pagamento deverá ser feito em até 20 dias, com base na tabela do SUS.
Na decisão, a juíza classificou de “negligência e descaso” as posturas do estado e do município em relação à dengue, “que até a presente data não adotaram medidas eficazes à prevenção e agora à repressão da epidemia, que obrigam os pacientes a passar por angústias e constrangimentos indescritíveis, fazendo cidadãos, inclusive crianças e idosos, aguardar horas para receber atendimento, correndo risco de perder a vida”.
Para a promotora do MPE Adriana Coutinho já havia indícios há dois anos de que poderia ocorrer uma epidemia de dengue na cidade. “Em 2006, o Ministério Público Estadual e o Ministério Público Federal propuseram uma ação civil pública, em face do município, do estado e da União, para que fossem adotadas várias medidas para se evitar essa epidemia, que lá naquela época já estava sendo sinalizada.”
Segundo a promotora, o quadro de saúde na cidade é muito grave. “Diante do caos instalado hoje com esta epidemia, não é possível deixar essas pessoas morrendo à míngua, sem atendimento. O Ministério Público propôs essa ação para tentar diminuir um pouco as conseqüências da omissão dos gestores.”
A Procuradoria Geral do Município informou, por meio da assessoria de comunicação, que não vai se pronunciar publicamente a respeito, pois o assunto ainda está em tramitação na Justiça. A Procuradoria Geral do Estado informou, também por meio da assessoria, que já foi notificada oficialmente sobre a matéria e que cabe recurso.
Fonte: Agência Brasil
Fumo aumenta risco doenças oculares
O FUMO AUMENTA O RISCO DO SURGIMENTO DE DOENÇAS OCULARES
Entre as diversas doenças em que o tabagismo é apontado como fator de risco, como câncer de pulmão, laringe, pâncreas, fígado e bexiga, entre outros, o hábito de fumar também aumenta o risco do surgimento da catarata e degeneração macular. Para o oftalmologista José Martins Leitão Guerra, em comparação com quem não fuma, os fumantes apresentam um risco duas vezes maior de catarata precoce e de duas a três vezes maior de desenvolver a degeneração macular relacionada à idade. “Os maços de cigarro deviam estampar também estas advertências”, afirma o especialista.
Segundo estudo publicado pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca), mostra que mulheres e crianças são os grupos de maior risco na exposição passiva em ambiente doméstico. Também há risco na exposição em ambiente de trabalho, onde a maioria dos trabalhadores não é protegida da exposição involuntária da fumaça do tabaco. “Portanto, quem convive com fumantes, no ambiente de trabalho, também encontra-se mais vulnerável ao aparecimento da catarata e da degeneração macular”, explica Leitão Guerra, diretor médico da Oftalmoclin.
A catarata, que é o turvamento progressivo do cristalino interferindo na absorção da luz que chega à retina, acomete cerca de 75% das pessoas com idade acima de 70 anos, e é uma das principais causas de cegueira reversível no mundo, afetando diretamente a qualidade de vida dos idosos. “Em seu estágio inicial, a catarata causa uma diminuição da visão e nesse momento a mudança no grau dos óculos pode até ajudar, mas com avanço da doença a visão diminui progressivamente. Outro sintoma comum é a diminuição da acuidade visual noturna, às vezes com certo ofuscamento na presença de focos intensos de luz, como a luz dos faróis de automóveis”, alerta o oftalmologista.
Ainda de acordo com o médico, apesar da diminuição da visão, a catarata tem cura através de tratamento cirúrgico, caso o uso de óculos não melhore a visão de modo satisfatório. Segundo estimativas da Sociedade Brasileira de Catarata e Implantes Oculares, 350 mil pessoas são operadas todos os anos em decorrência da catarata, no Brasil. “A cegueira causada pela catarata pode ser reversível nos casos em que não há outras doenças oculares associadas, como a degeneração macular, as retinopatias ou o glaucoma”, diz Guerra.
Sobre a degeneração macular, que é uma lesão na área do olho que permite que a pessoa enxergue os detalhes com clareza, o paciente apresenta dificuldade para ler, escrever, costurar e para realizar outras atividades. “A degeneração macular é uma lesão que afeta tanto a visão para longe quanto a visão para perto e alguns sintomas podem apontar o problema como: as cores ficam mais esmaecidas, percepção de uma área escura ou vazia no centro da visão e alteração do tamanho dos objetos”, lembra Dr. Leitão Guerra.
Na maioria dos casos, a degeneração macular, patologia que atinge 30 milhões de pessoas em todo o mundo, apresenta-se na terceira idade, por isso a doença é freqüentemente chamada de Degeneração Macular Relacionada à Idade, (DMRI). “A DMRI é, hoje, a principal causa de cegueira legal no mundo, em faixas etárias superiores a 50 anos. Na medida em que aumenta a expectativa de vida das pessoas, aumenta também a incidência da doença”, declara.
Fonte: MaxPress
MEU FILHO É EMO? E AGORA?
Apologia à tristeza é um dos traços da tribo escolhida por alguns adolescentes. Médica orienta os pais a acompanhar de perto os filhos
Com um tom dos góticos e darks da década de 80, os Emos são a mais recente tribo dos centros urbanos. Batizado a partir da abreviação da palavra inglesa emotional, o movimento ganhou força entre os jovens brasileiros em 2003, em São Paulo, e depois se espalhou por todo o País. “Podemos reconhecer um integrante pelas roupas exóticas, sempre em cores escuras como preto e roxo. Há também, um estilo próprio de cabelo e maquiagem”, descreve a hebeatra Mônica Mulatinho, da Cia do Adolescente & Família, em Brasília.
Avessa a qualquer tipo de rotulação - especialmente no trato com jovens, que estão em plena transformação -, a médica não pôde deixar de notar um traço forte entre os adeptos do movimento. “Há uma apologia à tristeza no discurso emo, a melancolia é quase um estilo de vida para eles. Tudo bem, quando se trata apenas de uma atitude de contestação. Mas, a questão preocupa quando isso esconde alterações de ordem psíquica”, esclarece a médica.
Nos últimos meses, Dra. Mônica registrou uma procura crescente de pais que buscam compreender melhor o movimento. “Ao verificar, por exemplo, a lista de comunidades do filho no Orkut, alguns notaram a adesão a sites que pregam o suicídio”, descreve. Segundo a especialista, nesses casos, os pais devem redobrar a atenção e avaliar se há sintomas adicionais como distúrbios de alimentação, sono, humor, entre outros. “Na dúvida, devem procurar assistência profissional, com vistas a afastar o diagnóstico de depressão”, orienta.
Seja qual for o caso, a médica é enfática: todo adolescente escolhe companhias que se alinham ao temperamento e ao comportamento que ele vivencia no momento. “A pior escolha que os pais podem fazer é julgar a tribo, atribuindo a ela a responsabilidade pelo novo visual e pela atitude do filho. Acompanhar de perto o que o jovem faz e com quem anda, estabelecendo limites com afetividade é uma das maiores demonstrações de amor. E isso não pode ser delegado, é tarefa dos pais”, conclui.
Fonte: MaxPress
UMA REVOLUÇÃO NO CONTROLE DO DIABETES
O médico Ricardo Vitor Cohen desenvolve uma técnica cirúrgica que produz resultados significativos para o controle do diabetes. Trata-se da exclusão duodenal, que está sendo desenvolvida em protocolo experimental aprovado pelo Comitê de Ética do Ministério da Saúde, com 50 pacientes, embora mais de 300 estejam esperando para sua realização. O acompanhamento desses pacientes, que abandonam medicação em 70% dos casos, abre uma nova perspectiva para o tratamento da doença que acomete 15% da população brasileira, atingindo 6 milhões de pessoas, e mata devagar e silenciosamente, quando não provoca seqüelas como distúrbios cardiovasculares, cegueira e amputação dos membros.
Qual a importância da cirurgia de diabetes no Brasil?
Ricardo Cohen: O Brasil é o primeiro país a fazer a cirurgia para diabetes em pacientes não-obesos. Isso é inédito no mundo e fomos a primeira nação a desenvolver a pesquisa em pacientes humanos. Trata-se de um protocolo experimental, registrado no Ministério da Saúde, porém a pesquisa já tem um acompanhamento razoavelmente longo, que mostra resultados positivos.
E quais são esses resultados?
Ricardo Cohen: Por exemplo, pudemos observar em pacientes com seis meses de seguimento, pelo menos, a ocorrência do controle de diabetes, ainda que esses pacientes voltem a ganhar peso. O controle da doença se mantém com a suspensão da insulina e com grande chance do paciente ficar sem medicação alguma.
Qual o princípio de sua técnica cirúrgica?
Ricardo Cohen: A técnica da exclusão duodenal parte do princípio que o diabético tem uma doença intestinal, e não pancreática, ao contrário do que se aprende na faculdade de Medicina. Na prática, quando se evita o contato da comida com o duodeno, excluindo-o do trânsito intestinal, é dado um sinal que acorda o pâncreas. Não se sabe qual é a substância, exatamente, que faz com que o pâncreas funcione melhor e produza insulina.
Quando foi iniciada a pesquisa?
Ricardo Cohen: Comecei em 2005, quando era um projeto piloto para aprimoramento da técnica, com base em dois fatores. Um deles era o resultado de cirurgias com obesos mórbidos, quando pudemos verificar que a operação controlava o diabetes, antes do paciente perder peso significativo. Também nos baseamos em um estudo em ratos diabéticos magros do médico italiano Francesco Rubino, cuja técnica isola o duodeno da passagem de alimentos.
De onde partiu a idéia de operar diabéticos?
Ricardo Cohen: Desde 1955, viu-se que quando se excluía o duodeno em alguns procedimentos médicos, o paciente melhorava do diabetes. São achados médicos, que nem sempre resultam em pesquisas. Partimos da melhora desses pacientes, dos casos dos obesos mórbidos, que quando faziam cirurgias de obesidade, também melhoravam e dos experimentos de Francesco Rubino, que mostram que toda operação de obesidade que exclui o duodeno resolve o diabetes em 90% dos casos. Daí veio a idéia de operar doentes magros, pois a média de IMC (índice de massa corpórea) do diabético no Brasil é 29, portanto não é obeso mórbido, considerado acima de 35, internacionalmente.
Quais os critérios para a cirurgia?
Ricardo Cohen: Os critérios estabelecidos pelo protocolo são o doente ter diabetes há pelo menos dois anos e não ser obeso mórbido. Inicialmente, a gente pensava que teria de limitar a até 10 anos de diabetes. Depois vimos que não é necessário, pois é a função do pâncreas, que é medida por exames, e não o tempo, que determina se o procedimento sairá bem ou mal. A idade foi limitada entre 20 e 65 anos, porque acima desse patamar o doente costuma ter mais doenças associadas. Isso é importante nesse protocolo, porque não queríamos correr o risco de complicações clínicas durante a operação, o que dificultaria o estudo.
Os objetivos da pesquisa foram atingidos?
Ricardo Cohen: Os pacientes ainda estão sendo seguidos há nove meses no protocolo. Nosso objetivo com a pesquisa médica clínica é que o paciente experimente o controle da doença durante um ano sem medicação. Neste caso, temos 70% do objetivo atingidos. Os outros 30% dos pacientes estão muito melhor do que antes do pré-operatório. Na prática, os doentes melhoraram muito, alguns sem remédio e outros ainda com remédio.
Não se trata de um procedimento muito arriscado?
Ricardo Cohen: É preciso lembrar que o diabetes mata devagar e silenciosamente. Além disso, dos pacientes operados no protocolo, 11% apresentaram complicações, o que é normal para uma operação digestiva. Mesmo assim, é claro que vale a pena.
Quais são os próximos passos?
Ricardo Cohen: Acabamos o protocolo com os 50 pacientes, porque os primeiros 15 faziam parte de um projeto piloto para o protocolo. O próximo passo é replicar o protocolo no Chile, Colômbia, Venezuela e Estados Unidos, onde se verá se os resultados são reprodutíveis. Um dos princípios em medicina é reproduzir o tratamento.
Qual a participação da Covidien?
Ricardo Cohen: Antes de iniciar a pesquisa, tentei apoio privado e governamental, como não consegui, busquei apoio no exterior. Pela legislação nacional, de acordo com comitês de ética e pesquisa, não se pode cobrar nada do paciente. Por isso é preciso que o tratamento seja subvencionado por alguma entidade ou uma empresa, e consegui fora do País.
Quais são as perspectivas para essa técnica cirúrgica?
Ricardo Cohen: No momento que esses protocolos tiverem resultados iguais, começam a ser propostos a entidades para que o procedimento seja adotado, como um consenso. Esses resultados se somam ao acompanhamento dos 50 pacientes operados por pelo menos 1 ano a 1 ano e meio, que comprovam a eficiência do método. Então, em conjunto com os endocrinologistas, poderemos mostrar que uma das opções para tratar o diabético é a cirurgia.
Fonte: MaxPress
OS BENEFÍCIOS DO CHOCOLATE PARA O CORAÇÃO
CARDIOLOGISTA DO HCOR ESCLARECE OS BENEFÍCIOS DO CHOCOLATE PARA O CORAÇÃO
Substância presente no chocolate age como protetor cardiovascular e contribui para transformar o colesterol ruim em benefício para a saúde do coração
O período que antecede a comemoração da Páscoa evidencia ainda mais a guloseima favorita de muitas pessoas: o chocolate. Aliado a sensações de prazer e bem estar, rico em carboidratos e excelente fonte de energia, o chocolate também beneficia a saúde do coração pois contém o flavonóide, uma substância presente na semente do cacau que age como protetor cardiovascular. Quando absorvida, a substância funciona como um filtro sangüíneo que ajuda na redução da formação de placas de gordura e transforma o colesterol ruim em substâncias benéficas para o bom funcionamento do coração.
Um relatório apresentado pela Associação de Cardiologia dos Estados Unidos, afirma que o chocolate ajuda a reduzir os riscos de ataque cardíaco e diminuiu a tendência de coagulação das plaquetas e de obstrução dos vasos capilares. “Embora sejam comprovados os benefícios do chocolate para as doenças cardiovasculares, é importante ressaltar que o consumo deve ser em pequenas quantidades, uma vez que o chocolate contém gordura saturada, açúcar e cacau que, em excesso, podem trazer efeitos nocivos à saúde”, afirma Daniel Magnoni, cardiologista e nutrólogo do Hospital do Coração.
A base para a fabricação do produto é o licor de chocolate (de 15% a 35% da composição), feito a partir da manteiga de cacau (óleo de theobroma) e do açúcar. Como a gordura da manteiga de cacau é vegetal e contém anti-oxidantes, ela auxilia no combate aos radicais livres, responsáveis pelo entupimento das artérias. Além disso, é rica em ácidos graxos saturados e insaturados que servem para diminuir os valores de colesterol e triglicerídeos e aumentar o HDL, o bom colesterol. Para as mulheres o chocolate ainda ajuda na redução dos sintomas da síndrome de tensão pré-menstrual.
O chocolate e o cacau em pó também contêm minerais como cromo, ferro, magnésio, sódio, fósforo e potássio, e também vitaminas A, B, C e D. A semente original apresenta quantidade significativa de vitaminas E e B, mas com a adição dos outros ingredientes, estas vitaminas encontram-se em baixas quantidades no chocolate. E nesta época do ano, é possível observar uma ampla variedade de chocolates, que para alcançarem estas fórmulas requerem adição extra de manteiga de cacau. Com ela é possível moldá-los de acordo com as necessidades culinárias e por isso é importante ter atenção com a quantidade consumida.
Mitos e verdades
- Mito: Para os diabéticos: os valores de glicose ingeridos no chocolate não são diferentes daqueles alcançados quando a glicose é ingerida por meio de outros alimentos;
- Verdade: Por ser vegetal, a gordura da manteiga de cacau não contém colesterol e o porcentual de gordura saturada e insaturada em sua constituição está dentro das recomendações estabelecidas pela Associação Americana de Cardiologia (AHA)
- Mito: O chocolate, desde que ingerido em quantidades moderadas, não representa nada diferente de ingerir outros carboidratos necessários ao organismo;
- Verdade: O chocolate libera endorfinas, podendo estimular o apetite sexual e causar sensações de bem-estar;
- Mito: O consumo de chocolate, ao contrário do que comumente se diz, não causa dependência do organismo. Na verdade, o estudo mostrou que as pessoas têm desejo por chocolate porque gostam da sensação de comê-lo;
- Verdade: O chocolate contém estimulantes alcalóides, como a cafeína e a teobromina, gerando um efeito energético que incide sobre a concentração e a capacidade física de quem o consome em quantidades moderadas.
- Mito: Não há embasamento científico na idéia de que a mistura de chocolate com determinados medicamentos provoca efeitos colaterais.
Sobre o Hospital do Coração:
O HCor - Hospital do Coração é uma entidade beneficente e não lucrativa, que tem como provedora a Associação do Sanatório Sírio, entidade fundada em 1918. O Hospital tem seu foco no setor de cardiologia, mas também oferece atendimento nas áreas de ortopedia, oncologia, neurologia, medicina preventiva dentre outras, contando com um moderno Centro de Diagnósticos, laboratório de análises clínicas e equipes médicas especializadas. Atendendo a missão de sua mantenedora, o HCor oferece às crianças cardíacas carentes o que há de mais avançado no mundo em termos de procedimentos cardiológicos, nas áreas de educação e pesquisa oferece o recém criado IEP - Instituto de Ensino e Pesquisa que investe visando ao desenvolvimento Institucional do SUS e em ações sociais.
Fonte: MaxPress
