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LUA NA CASA TRÊS

Posted by admin in Wednesday, July 2nd 2008   
Topics: Brasil, Cultura, artigos    Tags: Cultura, Henrique Chagas, Verdes Trigos
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* Por Henrique Chagas

Tinha dezessete anos quando li o livro proibido de Renato Tapajós. Eram dias perigosos aqueles: qualquer movimento, mesmo em câmara lenta, qualquer fala acima do tom, qualquer estranho rabisco poderia ser considerado ato subversivo ou revolucionário, com poderes capazes de derrubar o regime. Renato Tapajós foi preso porque escreveu um livro com técnica, tempo, ritmos e forma cinematográfica, denunciando o emprego brutal da tortura pelos militares.

Li o livro como se fosse um filme, mas sequer pretendia fosse um roteiro. Fiquei impressionado com a narrativa das cenas em câmara lenta. Inúmeras vezes, até hoje, me pego imaginando todos os movimentos de Lúcia, ao parar no sinal, no cruzamento da Avenida Afonso Pena com a Rua Bahia. Ah! O romance não se ambienta em Belo Horizonte, apenas minha imaginação insiste em vagar por aquelas ruas.

Ênio Silveira, que recusou a publicar o livro, tinha total razão, o livro mantem uma carga simbólica enorme, não foi por menos que a censura mostrou suas garras, prendeu o autor e os donos da editora. “Câmara lenta” despertou no humilde estudante, que fui, o desejo vulcânico de mudar o mundo, sem armas, apenas com palavras, com letras e rimas, mesmo que tivesse a se submeter às atrozes conseqüências advindas do regime.

Não tinha dezoito anos, já exercia uma militância, uma militância simbólica, mas nada inconseqüente [paguei à época um alto preço]. Simbólica ao ponto de me achar alienado, não curtia um baseado, detestava o cheiro. Enquanto a vida explodia por todas as fendas da cidade, inebriava-me com a poesia de Ana Cristina. Rabiscava então poemas fundados em meras exposições, perdendo-se na profusão das coisas acontecidas, que não tinham aquela beleza poética jubilosa com as frases bem compostas do poema sujo de Ferreira Gullar. Poemas que eu publiquei em edições alternativas, impressas em mimeógrafos, que eram repassados de mão em mão ou vendidos nas esquinas, nos becos ou botecos ao preço da generosidade de quem os comprava.

Queria mudar o mundo com uma poesia diferente, com palavras transformadoras, que alterassem o rumo das coisas. Fui conseqüente e engajado [era um jargão da época], mas os meus textos não deram sobrevida ao meu futuro, o mundo mudou com ou sem eles. Com o afrouxamento do regime, eu me enveredei em busca de uma profissão, estudei filosofia, psicologia e advocacia ao tempo que trabalhava para o meu sustento. O trabalho colocou um cabresto na minha imaginação criativa; não por muito tempo, apenas até o dia que descobri que a lua estava na casa três do meu zodíaco.

Já com quase quarenta anos, um astrólogo, em Brasília, fez meu mapa. Com assombro, disse-me, “Senhor, a lua está na casa três”. “E agora? O que isto significa?” Respondeu-me, com aquela cara de mago, meio padre meio Paulo Coelho, “escreva, você é um grande escritor”. “Como assim?” “Escreva e verás”. Descobri naquele dia que também podia ser mago, vidente, profeta ou qualquer coisa.

Nunca acreditei em astrologia, horóscopo ou outra coisa que o valha, mas depois que fiquei sabendo que tenho a lua na casa três, que sou capricorniano com ascendente em Áries, recomecei a escrever, de forma e ritmos diferentes. As cicatrizes daquele tempo continuam expostas, e sequer espero ser indenizado. Entretanto, hoje tenho liberdade para pensar, escrever e ser o que bem entender. E meus leitores, por certo, não esperam mais aquela mesma metáfora. Talvez, a lua sequer esteja agora na casa três, até Plutão deixou de ser um planeta!

No entanto, a indignação continua a mesma; e preservo para todo o sempre, na memória, em câmara lenta, todos os movimentos de Lúcia, que, na esquina da Avenida Afonso Pena com Rua Bahia, não se entregou covardemente aos seus algozes.

* Henrique Chagas é  escritor, professor, advogado e diretor responsável do sítio cultural VERDES TRIGOS. Nascido em Cruzália/SP em 11/01/1960 e radicado em Presidente Prudente/SP, onde exerce a advocacia e participa de inúmeros eventos literários, especialmente no sentido de divulgar a nossa cultura brasileira.

Leia também,  A leitura me dá sorte, por Henrique Chagas

MOMENTOS DE INDECISÃO

Posted by admin in Tuesday, July 1st 2008   
Topics: Brasil, News, artigos    Tags: artigos, Opinião, Sylvia Romano
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* Por Sylvia Romano

Tudo na vida são escolhas. A única coisa que não podemos escolher é nascer. Depois que nascemos tudo passa a ser uma decisão nossa, consciente ou inconsciente. Mesmo enquanto bebê, podemos chorar ou não, mamar ou não, rir ou não. Na primeira infância, podemos fazer “birra” ou não, e por aí afora.

Já na adolescência, podemos optar por estudar, amar, começar a fumar, ou por qualquer outra coisa e a decisão será só nossa, e sempre teremos de arcar com o resultado da escolha, seja ela certa ou errada. “Ser ou não ser”, já dizia um bardo inglês. Este é um dos grandes enigmas da vida. Qualquer escolha, por mais insignificante que pareça ser, vai influenciar o nosso futuro, nos dará uma nova vida, quando não, até nos levar à morte. Opções das mais simples, como ir ou não ir, uma roupa, um caminho diferente, um sorriso, ou seja lá o que for, imperceptivelmente poderá compromissar tudo o que está por vir. Quanto mais velhos ficamos, mesmo contando com toda a sabedoria acumulada, as decisões continuam a nos atormentar. Quanto mais vivemos, sabemos que as escolhas podem ser múltiplas e a decisão do que parece ser o melhor fica cada vez mais complicada. “Ah se os velhos pudessem e os jovens soubessem…” é pura balela, “o que sei é que nada sei” sempre aparece na hora do vamos ver. Princípios e ética são imutáveis, mas infelizmente estes valores variam de pessoa para pessoa, existindo uma medida e oportunidade de escolha para cada um, ou seja, voltamos ao “ser ou não ser”, ou melhor, ao por aqui ou por ali.

Neste momento a minha opção é falar, ou melhor, escrever. Mas sobre o quê? Já critiquei nossos governantes, autoridades, burocratas, a violência, a falta de ética, nossas leis, a burocracia, o roubo, o fumo, a política indigenista e vários outros assuntos que me incomodam e me obrigam a escrever - minha única arma usada em defesa daquilo que acredito ser correto. Meu ato de escrever e escrever sempre, sem interesse financeiro, político, ou mesmo, vaidade, é o que hoje me dá prazer, me faz sentir viva e combativa e, não, num mundo de alienados inconscientes que não pensam que se aqui estamos nesta vida é para acrescentar, contestar, modificar e colaborar.

Vamos parar de achar que o momento é para “deixa a vida me levar”. Isto é apenas uma reflexão. Sabemos que optar por isto ou aquilo é sempre um ato difícil, mas as escolhas estão aí e, quer queira ou não, até a decisão de não decidir passa a ser uma difícil escolha.

* Sylvia Romano é advogada trabalhista, responsável pelo Sylvia Romano Consultores Associados, em São Paulo.

Home-page : www.sylviaromano.com.br

O DESTINO DOS GRÁFICOS

Posted by admin in Tuesday, July 1st 2008   
Topics: Brasil, artigos    Tags: Gráficas, Indústrias, Livros
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Por Mário César de Camargo

Quando o alemão Johannes Gutenberg pela primeira vez imprimiu um livro (a Bíblia) com tipos móveis, por volta de 1455, a Europa tinha cerca de 50 milhões de habitantes, dos quais apenas oito milhões alfabetizados. Não foi casual que, alguns anos depois, quase 20 milhões de pessoas do Velho Continente já soubessem ler. Parece óbvio que a democratização do livro, com sua produção em escala e menor preço, incentivou o hábito da leitura.

A rigor, as artes gráficas transformaram um privilégio em direito, revolucionando costumes, sistemas políticos, relações sociais, leis e o exercício do civismo. Afinal, a democracia é filha da consciência! Portanto, não é sem razão o fato de Gutenberg figurar entre as cem mais importantes personalidades do mundo em todo o segundo milênio, conforme registrou pesquisa mundial realizada ao cabo do ano 2000.

Entender com clareza a profunda transformação histórica, sociológica e política desencadeada pela capacidade de imprimir é fundamental para se dimensionar com precisão o significado da indústria gráfica na civilização globalizada do Século 21. Nosso setor de atividades tem a mesma imensa importância para o homem contemporâneo quanto a prensa de Gutenberg para aqueles 50 milhões de Europeus do Século 15. Sim, pois a comunicação gráfica, mais do que qualquer outro meio, continua sendo um referencial da humanidade para a troca e disseminação de conhecimento. Multiplica-se em numerosas mídias, as quais interagem com as pessoas no dia-a-dia, passando-lhes gigantesca quantidade de informações.

O impresso viabiliza a leitura em tudo o que as pessoas podem ver, tocar, usar e sentir, ou seja, jornais,livros, revistas, cadernos, manuais de produtos e automóveis, embalagens, rótulos, bulas de remédios, cheques, cartões de crédito e débito, o dinheiro, o alto relevo do Braile, cartazes, sinais de trânsito, notas fiscais… tudo isto é mídia difusora de informação! Nenhum outro sistema comunicacional reúne soma tão grandiosa de conteúdo.

Assim, muito mais do que herdeiros de Gutenberg, somos continuadores de sua obra. Sem falsa modéstia, a homenagem que o genial alemão recebeu como uma das cem pessoas mais importantes do milênio, além de justa, cabe a todos nós, gráficos, incluindo os empresários que empreendem no universo dessa arte, os impressores, tipógrafos, arte-finalistas, diagramadores e cortadores e outros profissionais. Temos a mesma estirpe, vocação e missão. Transformar papel em conhecimento, arte e produtos úteis é uma profissão de fé, que fizemos há 553 anos, quando Gutenberg imprimiu o primeiro livro. Talvez haja toda uma simbologia no fato de ter sido ele uma Bíblia…

No Brasil, nossa crença na comunicação gráfica é professada desde 1808, quando D. João VI criou a ImprensaRégia no Rio de Janeiro. São 200 anos de trabalho árduo, nos quais, muito mais do que espectadores, fomos testemunhas, agentes e depositários do conhecimento histórico.

A indústria gráfica tem passado, registra o presente e já vislumbra o futuro. Jamais abdicaremos do destino ao qual Gutenberg nos sentenciou, missão cuja síntese é emblemática e conclusiva: situar o homem no seu tempo e espaço, outorgando-lhe a cidadania com a autoridade legítima da informação!

*Mário César de Camargo, empresário gráfico, administrador de empresas e bacharel em Direito, é vice-presidente da Associação Brasileira da Indústria Gráfica (Abigraf).

Fonte: Ricardo Viveiros - Oficina de Comunicação via MaxPress

CAPPUCCINO DÁ CORDA EM CAMPANHA DA COCA-COLA NA INTERNET

Posted by admin in Tuesday, July 1st 2008   
Topics: Brasil, Publicidade, internet    Tags: Campanha, Coca-Cola, internet
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Com peças inspiradas na atividade de pular corda, novo Theme Pack para MSN leva tema da campanha publicitária “Corda na Rua” para os bate-papos entre internautas.

A agência digital Cappuccino é responsável pela concepção do novo Theme Pack para MSN da Coca-Cola. Baseado na campanha de promoção da empresa para os Jogos Olímpicos de Pequim, na China, o pacote faz parte do material de apoio às ações de publicidade promovidas pela Coca-Cola.

Com o tema “Promoção Corda na Rua”, o trabalho resgata toda a tradição da Coca-Cola como patrocinadora das Olimpíadas, assim como o hábito das coleções por ela lançadas, desde os ioiôs às famosas garrafinhas e CDs de música, entre outras ações que fizeram sucesso no passado.

O principal objetivo do novo Theme Pack é dar destaque à promoção, que distribui para os consumidores cordas de pular da Coca-Cola e o Coke Player, um tocador de MP3 em formato contour com a exclusiva função de contagem de pulos. As peças para MSN reforçam a idéia da campanha de que pular corda é uma atividade cool. E esta atitude cool é o maior apelo criativo das peças para o MSN ligadas à promoção.

Em função do próprio nome da ação, a corda é o elemento chave desta campanha, mostrando-se bastante presente no trabalho desenvolvido pela agência. “O objeto, a corda em si, e termos afins foram bastante explorados durante o processo de formatação do pacote para MSN. Mas sempre os relacionando à música, esportes e ao país sede dos jogos”, explica Vitor Elman, diretor de criação da Cappuccino.

Partindo deste princípio, surgiram os desenhos traçados com corda que ilustram as imagens de exibição. Para servir de plano de fundo ao bate-papo virtual, a agência fez uso de algumas imagens bem dinâmicas e joviais com os brindes da promoção na intenção de reforçá-los junto ao target.

Já no processo de criação dos emoticons, observa-se uma nova tendência em que desenhos dão lugar às imagens com maior representatividade. “Cada vez mais as carinhas presentes nos emoticons vem cedendo espaço por imagens que representam ações e conceitos. Assim são os emoticons aqui propostos, sempre relacionados com a temática da promoção em questão”, explica Elman.

Segundo o diretor de criação, a mesma idéia foi usada na execução dos winks para MSN. Já que a função deles é tornar a conversa mais animada valendo-se de sons e movimentos, e estes elementos têm tudo a ver com os brindes da Promoção Corda na Rua, a agência optou por colocá-los em destaque nestas peças.

O pacote para MSN da Coca-Cola produzido pela Cappuccino está disponível para download através do próprio programa de bate-papo.

www.cappuccinodigital.com.br

Fonte: Ralcoh Assessoria & Estratégia de Comunicação

Banco do Nordeste lança edital do Programa BNB de Cultura - Edição 2009

Posted by admin in Tuesday, July 1st 2008   
Topics: Cultura, Notícias, projetos    Tags: Edital, Fortaleza, Programa BNB de Cultura
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FORTALEZA, 01.07.2008 - O Banco do Nordeste do Brasil está lançando hoje (terça-feira, 1º), em seu portal na Internet (www.bnb.gov.br), o edital do Programa BNB de Cultura - Edição 2009. O Programa BNB de Cultura é uma linha de patrocínio direto do Banco do Nordeste, para apoio à produção e difusão da cultura do Nordeste e Norte de Minas Gerais e do Espírito Santo (área de atuação do BNB), mediante seleção pública de projetos. Existente desde 2005, o Programa BNB de Cultura, já patrocinou 681 projetos nas quatro edições anuais anteriores, no valor total de R$ 10,5 milhões.

O Banco do Nordeste destinará, no próximo ano, o montante de R$ 3 milhões para projetos a serem selecionados nas seguintes áreas: música (com dotação de R$ 700 mil), literatura (R$ 400 mil), artes cênicas (R$ 600 mil), artes visuais (R$ 400 mil), audiovisual (R$ 400 mil) e artes integradas ou não-específicas (R$ 500 mil). Serão contemplados pelo menos 174 projetos - sendo, no mínimo, 42 de música, 27 de literatura, 37 de artes cênicas, 13 de audiovisual e 30 de artes integradas ou não-específicas.

Territórios da Cidadania

O BNB garante que, no mínimo, 50% do total dos recursos (ou seja, pelo menos R$ 1,5 milhão) do seu programa de patrocínio cultural direto serão destinados para projetos cujas ações sejam realizadas em municípios com até 100 mil habitantes, dentro da área de atuação do Banco. Assegura também que pelo menos 25% do total dos recursos (isto é, no mínimo R$ 750 mil) serão reservados a projetos realizados em municípios incluídos no Programa Territórios da Cidadania, do Governo Federal, cujo objetivo é levar o crescimento econômico e universalizar os programas básicos de cidadania. Na área de atuação do BNB, são identificados 34 Territórios da Cidadania, englobando 586 municípios, sendo 337 inseridos na região semi-árida.

A meta da instituição é realizar, até 28 de novembro deste ano, todo o processo de seleção da edição 2009 do Programa, compreendendo, ainda, as seguintes fases: realização de 38 oficinas de elaboração de projetos em todos os 11 estados da área de atuação do Banco (4 a 31 de julho), período de inscrições (1º a 22 de agosto), divulgação da lista de projetos habilitados para o processo de seleção (30 de setembro), análise dos projetos (1º a 31 de outubro) e divulgação do resultado das propostas selecionadas (28 de novembro). A informação é do gerente de Gestão da Cultura do BNB, Henilton Menezes.

Colheita de sugestões e análise dos projetos

Para consolidar o edital 2009, o BNB colheu sugestões via Internet, no período de 6 a 15 de junho último, oriundas de artistas, produtores, gestores, instituições culturais e demais interessados. O objetivo dessa fase do Programa era estabelecer, de forma compartilhada com a sociedade, as linhas de atuação, critérios de avaliação, segmentos contemplados e alocação de recursos referentes ao Programa BNB de Cultura - Edição 2000.

Os projetos serão analisados por 30 avaliadores representantes de todos os Estados onde o BNB atua. Serão formadas seis comissões avaliadoras para cada área artística do edital. As comissões das áreas de música, literatura, artes cênicas, artes visuais e audiovisual serão formadas por cinco avaliadores externos, representantes de estados diferentes. Na área de artes integradas ou não-específicas, a comissão julgadora será formada por cinco funcionários do BNB (consultores internos e gestores que coordenam os programas artísticos dos Centros Culturais Banco do Nordeste).

Objetivos e critérios

São objetivos do Programa BNB de Cultura: apoiar prioritariamente a realização de projetos culturais que estão fora da evidência do mercado e que contemplem a cultura do Nordeste e do Norte de Minas Gerais e do Espírito Santo; promover a realização de projetos culturais nos municípios da área de atuação do BNB menos providos de atividades culturais; promover a democracia cultural mediante a participação da comunidade na produção e/ou fruição das ações culturais apoiadas pelo BNB; promover e proteger a diversidade das expressões culturais da Região Nordeste e do Norte de Minas Gerais e do Espírito Santo; investir os recursos financeiros do BNB, disponíveis para a cultura, em atividades de interesse da região Nordeste e do Norte de Minas Gerais e do Espírito Santo; e consolidar a imagem do BNB como empresa socialmente responsável, atuando no processo de patrocínio cultural de forma profissional e ética, visando ao desenvolvimento sustentável da cultura do Nordeste e do Norte de Minas Gerais e do Espírito Santo.

Para a seleção dos projetos culturais, deverão ser considerados os seguintes critérios: qualidade técnica e/ou artística; ineditismo da proposta; atendimento de interesse da comunidade; formação ou aperfeiçoamento profissional; condições de sustentabilidade; viabilidade físico-financeira; potencialidade de consolidação a imagem do BNB junto à sociedade; e ações e investimentos dos recursos financeiros voltados prioritariamente para municípios da área de atuação do BNB, menos providos de atividades culturais.

Contrapartidas e prestação de contas

Todos os projetos culturais selecionados deverão oferecer ao BNB, no mínimo, as seguintes contrapartidas: inclusão das logomarcas institucionais do BNB e do Governo Federal, além de outros produtos/serviços associados, a critério exclusivo do Banco, em todos produtos gerados e peças de divulgação e de distribuição; inclusão das logomarcas institucionais do Banco e do Governo Federal, além de outros produtos/serviços associados, em espaços onde serão realizados os eventos; citação verbal do patrocínio do BNB em todas as entrevistas concedidas à imprensa sobre o projeto; doação de 20% de qualquer produto gerado pelo projeto (livro, disco, CD, DVD, catálogo, ingressos etc.) para uso a critério do BNB, no caso de patrocínio exclusivo (no caso de patrocínio parcial, esse percentual será proporcional ao valor investido pelo BNB); e disponibilidade para participar de eventos nos Centros Culturais Banco do Nordeste, sobre o projeto contemplado no Programa BNB de Cultura, quando convidado.

Todos os projetos contemplados deverão apresentar relatório final, no máximo em um período de 30 dias após a conclusão de todas as fases, contendo as seguintes informações: detalhamento das despesas realizadas; público atingido, classificado quantitativa e qualitativamente; número de profissionais envolvidos e funções desempenhadas; reprodução de todas as peças de divulgação; e cópias das matérias publicadas nas mídias impressa (jornais e revistas) e eletrônica (rádio, televisão e internet).

Inscrição e habilitação de projetos

O período de inscrição dos projetos será de 1º a 22 de agosto deste ano, mediante entrega de seis vias do formulário de inscrição impresso, devidamente preenchido com letra legível, digitado ou datilografado, assinado por responsável pelo projeto, e acompanhado de seis cópias de cada anexo indicado no formulário.

A entrega dos projetos deverá ser feita nos seguintes locais: projetos oriundos do Ceará, nos Centros Culturais BNB-Fortaleza e Cariri; projetos originários dos demais Estados situados na área de atuação do Banco (Maranhão, Piauí, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia, Norte de Minas Gerais e do Espírito Santo), nas sedes das superintendências estaduais do BNB; na Paraíba, as propostas também poderão ser entregues no Centro Cultural BNB-Sousa; por sua vez, os projetos de Estados localizados fora da área de atuação do Banco deverão ser enviados para o Centro Cultural BNB-Fortaleza.

De segunda a sexta-feira, no período de 10 às 16 horas, a entrega dos projetos deverá ser feita nesses locais, ou então pelo correio, com remessa para esses mesmos locais, como correspondência registrada com Aviso de Recebimento - AR (considerada a data de postagem), em envelope devidamente identificado.

No período de 23 de agosto a 30 de setembro deste ano, todos os projetos inscritos passarão por uma análise técnica, objetivando a habilitação para a fase de seleção. Serão considerados desabilitados os projetos que apresentarem inconsistências e não atenderem às exigências previstas no edital.

ENTREVISTAS E INFORMAÇÕES ADICIONAIS:

Henilton Menezes (gerente do Ambiente de Gestão da Cultura do BNB) - (85) 3464.3109 / 8635.6064 - henilton@bnb.gov.br
Mário Nogueira (coordenador do Programa BNB de Cultura) - (85) 3464.3182 / 8830.1110 - amariobn@bnb.gov.br
Luciano Sá (assessor de imprensa do Centro Cultural Cultural Banco do Nordeste) - (85) 3464.3196 / 8736.9232 - lucianoms@bnb.gov.br

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