VELHOS PROBLEMAS E A CORAGEM SEMPRE

August 6, 2008 by admin  
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Por Fabio Arruda Mortara*

Os empresários brasileiros sempre demonstram imensa capacidade de superação, inclusive ante os graves problemas que continuam conspirando contra a saúde das empresas e desafiando a competência, resistência e criatividade de seus gestores. Dentre as agruras que atormentam nossos setores produtivos, as mais graves, sem dúvida, são: o desequilíbrio entre a carga tributária e o retorno que o Estado dá à sociedade em serviços; e a insegurança jurídica.

No primeiro caso, é triste constatar que pagamos impostos noruegueses e temos serviços estatais da África Subsaariana. A arrecadação tributária já chega a quase 38% do PIB e continuamos nos constrangendo por oferecer assistência médico-hospitalar de submundo aos mais de 140 milhões de brasileiros que dependem da saúde pública (e querem criar a CSS…); seguimos estupefatos ante a incapacidade de garantir às crianças e jovens de famílias de menor renda o direito inalienável ao ensino gratuito de qualidade, único caminho para a democratização das oportunidades e efetivo desenvolvimento. Ah, sim, também sofremos para exercitar o direito de ir e vir, que nos outorga a Constituição, mas nos nega a deficiente segurança pública.

No caso da insegurança jurídica, enfrentamos, por exemplo, a fragilidade política das agências reguladoras, cuja independência não tem sido suficiente para equilibrar com justiça a relação entre fornecedores e compradores. Desconfianças quanto ao caráter probo do Estado no cumprimento de acordos mantêm no papel as Parcerias Público-Privadas (PPPs), que deveriam ser a redenção do gargalo da infra-estrutura. Como se não bastasse, não há quem garanta a concorrência ética, justa e legal em vários setores de atividades.

Além do direito e do dever inerentes à cidadania, de discutir os problemas nacionais, os empresários gráficos - no tocante à questão tributária e à insegurança jurídica - têm a mais legítima prerrogativa de protestar, denunciar e reivindicar soluções. Afinal, são frontalmente atingidos pelas conseqüências desses dois males nacionais. A bitributação de alguns de seus produtos é um dos exemplos dos problemas que enfrentam no tocante a impostos; a concorrência desleal, impunemente exercida por gráficas religiosas, de partidos políticos, de sindicatos e até de governos estaduais, é outro sério obstáculo.

O mais grave é que tais problemas não são recentes. Arrastam-se por décadas, sem que as autoridades competentes mostrem-se dispostas a corrigi-los. Apesar disso, como bons empresários brasileiros, os gráficos têm avançado no fortalecimento e progresso de sua indústria, uma das que mais encamparam avanços tecnológicos no País nas duas últimas décadas.

No entanto, o sucesso garantido pela capacidade de superação e renitência das empresas não pode ser o único parâmetro do desenvolvimento de nação alguma. Assim, devemos manter firme e democrática mobilização na defesa das questões jurídicas, tributárias e mercadológicas que nos afetam, do mesmo modo que permanecemos engajados nas grandes causas nacionais. Trabalhar sempre e jamais desistir de um Brasil mais justo e ético é uma responsabilidade dos setores produtivos da qual os gráficos, como já demonstraram nos 200 anos de sua atuação no País, jamais abdicarão. Afinal, coragem é a única virtude que não pode faltar aos empreendedores.

*Fabio Arruda Mortara, M.A., MSc., empresário, é presidente da Regional São Paulo da Associação Brasileira da Indústria Gráfica (Abigraf).

Fonte: Ricardo Viveiros Oficina da Comunicação Via MaxPress

EMPRESAS CONTRATAM POR COMPETÊNCIAS TÉCNICAS E DEMITEM PELAS COMPORTAMENTAIS

June 22, 2008 by admin  
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Selecionadores de pessoas se encantam com um currículo recheado de saberes.
Mas será que isso basta?

Marcia Vespa*

Junho de 2008 - Está certo afirmar que currículo vazio não pára em pé. Também é correto dizer que o mundo globalizado acabou com a arrogância de quem buscava as melhores colocações apenas com o currículo embaixo do braço, acreditando na auto-suficiência eterna.

Na era da revolução da informação, nada dá mais status que o conhecimento, no entanto este se torna prontamente obsoleto, fazendo com que o ciclo de aprendizado do ser humano seja contínuo e ininterrupto.

Mas todo esse discurso torna-se uma contradição no meio corporativo. É claramente perceptível o apego exagerado aos conhecimentos técnicos observados por um profissional num processo seletivo, em contrapartida às competências comportamentais. Apesar das facilidades ora existentes de aprimoramento constante, os selecionadores de pessoas se encantam com um currículo recheado de saberes, como se estes se bastassem.

Muitas empresas reclamam de não encontrar no mercado profissionais que dominem suas tecnologias, muitas vezes, tão específicas e únicas, e deixam de usar sua expertise para formar mão-de-obra para a perpetuação do negócio. Esse é o perfil negligenciado das organizações que aprendem.

Então o inevitável acontece: contrata-se pelo técnico, e em curto espaço de tempo, demite-se por comportamentos incompatíveis com o negócio, com a missão, com a visão e com os valores corporativos. Demitir custa caro e esse desperdício pode ser evitado.

Formar tecnicamente profissionais parece não ser uma tarefa complicada. Aliás, quando as pessoas são treinados no técnico, o retorno sobre o investimento é quase imediato. O problema, que pode ser transformado em oportunidade dependendo da mentalidade que a empresa tem diante de suas fragilidades, está na aquisição de novos comportamentos. Estes estão fortemente ligados a atitudes e aos valores pessoais, ambos não vistos a olhos nus. Pena que as mudanças ainda ocorram a duras penas de forma a impedir que a empresa alce vôo em condições de obter mais sucesso antes do declive.

Quer caminhar com mais naturalidade, com menos estresse (ou no mínimo um estresse mais saudável) e maior proatividade? Contrate por valores! Defenda os valores essenciais da sua organização selecionando e retendo os seus melhores talentos.

Tenho observado o grau de humanização descrita na missão e visão das empresas no mercado nacional. Quando analiso, mesmo que superficialmente, se o discurso é congruente com a prática, me deparo com um distanciamento enorme entre o que os dirigentes dizem acreditar e o que claramente as suas ações comunicam. Valores não são apenas palavras. Valores devem orientar o comportamento da sua equipe; valores dão sentido e canalizam esforços para que as vitórias sejam coletivas. Pessoas que se orgulham do local onde trabalham percebem uma nítida convergência entre seus valores pessoais e os valores organizacionais.

Se você ainda enxerga a existência de uma lacuna entre o obtido e o desejado, e percebe na sua equipe uma ausência de proatividade, de iniciativa, de visão para antecipar-se aos problemas, de comprometimento, está na hora de rever os valores da sua corporação, clarificando-os e transformando-os em comportamentos observáveis e claro, incorruptíveis. Destile e transmita seus valores organizacionais a começar pela sua liderança. Brade-os entusiasticamente a cada reunião, a cada encontro, no dia-a-dia. Reconheça, comemore publicamente e recompense pessoas que apresentam as atitudes que enalteçam seus valores essenciais.

Provoque conexões entre as suas estratégias empresariais e a gestão de suas pessoas. Transmita confiança garantindo que o seu discurso está em perfeita comunhão com a prática. Eduque as suas pessoas! Educar é um processo que lhe traz resultados garantidos. Treine o técnico. Eduque comportamentos! É a melhor forma de disseminar ao mercado sua marca, seu legado!

Como você quer ser visto e lembrado amanhã? Que tal começar pensar desde já? Garanto que as competências técnicas da sua empresa serão insuficientes para mantê-lo vivo.

*Marcia Vespa é psicóloga com extensão em psicodrama, pós-graduada em marketing de negócios e MBA em gestão de pessoas pela Escola de Administração de Empresas da FGV e diretora da Leme Consultoria (www.lemeconsultoria.com.br)

SER OU NÃO SER LÍDER, EIS A QUESTÃO

June 18, 2008 by admin  
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NEM TODOS NASCERAM PARA SER LÍDERES, AFIRMA O PSICÓLOGO ROGERIO MARTINS

Por pesquisar o comportamento humano nas organizações e por recente pesquisa desenvolvida pela consultoria Persona Consultoria, de São Paulo, o psicólogo e consultor Rogerio Martins afirma que a liderança, embora esteja ao alcance de todos, não necessariamente é intessante a todos. “Muitas pessoas aceitam a liderança por razões que divergem do que se espera delas, aceitando por uma pressão ou mesmo para não perder o emprego”, declara. No artigo desenvolvido pelo pesquisador, o conceito é desenvolvido visando o mundo corporativo.

SER OU NÃO SER LÍDER, EIS A QUESTÃO

por Rogerio Martins

Nem todo mundo nasceu para ser líder. E isso não tem a ver com dom ou qualquer outra prerrogativa de cunho genético ou espiritual. A questão é que há pessoas que simplesmente não querem ser líderes. Agem de forma consciente ou inconsciente contra o papel da liderança. Não se sentem “tocadas” com o espírito da liderança.

Liderar significa correr riscos. Esta ação gera medo em certas pessoas. Ter de assumir uma posição é algo incômodo, pois gera ansiedade, dúvida, insegurança. Há indivíduos que preservam mais do que tudo sua sensação de segurança e assumir o papel da liderança é exatamente quebrar este equilíbrio.

Há vários exemplos de pessoas que eram excelentes técnicos, e ao serem içados a uma posição de liderança tornaram-se fracassos absolutos. Como recusar uma promoção? Eis aí um grande dilema para tantas pessoas no mundo corporativo moderno.

Até o início dos anos 80 era muito presente no ambiente profissional a velha máxima: para ser líder, gerente ou diretor é preciso ter tempo de casa. Dali até os dias atuais vemos cada vez mais este tipo de pensamento e atitude corporativa sendo extinta. No mundo competitivo atual não há mais espaço para protecionismos, mas para competência.

O grande erro que se cometia era o de promover à liderança aquele mais antigo. Hoje o erro continua, mas de outra forma. Promove-se aquele que é muito competente no que faz. O ponto crucial é a não observação de que há diferenças entre a competência técnica e a competência da liderança.

Apesar do exercício da liderança exigir método, rotina, conhecimento e outras habilidades técnicas, atuar como líder exige muito mais do comportamento do indivíduo, do que o tempo de casa ou sua capacitação acadêmica e profissional. Por isso, é possível encontrarmos excelentes Engenheiros ocupando o papel de liderança e Administradores e Psicólogos sendo péssimos líderes. Não basta ter a capacitação técnica apenas; é preciso ter o preparo comportamental, mas principalmente a vontade de liderar. É necessário ter identificação com o papel da liderança. Saber que ao assumir esta posição o indivíduo lidará com uma atividade que vai além daquela que aprendeu na universidade.

Por isso, é preciso ter coragem para liderar. É fundamental que a pessoa faça o exercício solitário de pensar em si como um líder e todas as suas implicações. O que irá ganhar e perder; analisar se está preparado para as novas pressões que irá sofrer e como poderá lidar como elas. Entender que esta nova posição irá exigir muito mais do que conhecimento técnico, mas preparo pessoal para lidar com um fator intangível: o ser humano.

Não há demérito em não ser líder. Imagine se o mundo fosse repleto de líderes, como conseguiríamos viver? Há espaço para todos, líderes e liderados. Pense em si mesmo e o que te faz bem. Como gosta de trabalhar? Prefere estar à frente de tudo ou executando suas atividades? Gosta de tomar decisões e planejar estratégias ou prefere analisar, pesquisar ou executar o trabalho? Note que é possível agir como um líder em diversas situações do dia-a-dia. A diferença de assumir um cargo ou posição de liderança é que isso será constante, e nem todos se dispõem a assumir este papel.

A sociedade atual por vezes induz os indivíduos a assumirem uma posição que não lhes diz respeito. Por isso, clarifique para si mesmo o que quer. O que te faz bem. Ao perceber que a atuação como um líder é algo instigante, desafiador, enriquecedor, vá em frente: prepare-se, estude, pratique, mas tenha a humildade para saber reconhecer no meio do caminho se é isso mesmo o que você quer. Há momentos quando precisamos recuar para avançar. Há situações que é melhor esperar, analisar e aprender, para depois seguir em frente. Agora, se perceber que isto não é para você, seja o melhor naquilo que buscar fazer. Sucesso!

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NO PARÁ, EMPREGAR DEFICIENTES É PRÉ-CONDIÇÃO PARA LICITAÇÕES

June 17, 2008 by admin  
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Empresas interessadas em participar de licitação para prestar serviços ao Governo do Estado do Pará devem ter, entre seus funcionários, 5% de pessoas com necessidades especiais, independentemente do número de empregados. Isso é o que determina a emenda constitucional, de autoria da deputada estadual Regina Barata (PT), aprovada na última semana pelo Legislativo paraense.

Segundo a deputada, a emenda é considerada inovadora no Brasil, porque a garantia do direito não veio por meio de uma lei ordinária, mas da Constituição do Estado, e vai além do que exige a lei federal. “Com certeza, a lei aprovada aqui vai nortear outros Estados. Mais do que implantar a acessibilidade arquitetônica nas construções, é necessário garantir melhores atitudes da sociedade em relação às pessoas com deficiência”, conclui. Pela atual legislação da União, empresas com até 200 funcionários devem empregar 2% de pessoas com deficiências; a exigência sobe para 3% para empresas de 200 a 500 empregados, para 4%, de 500 a mil, e para 5% acima de mil. No Pará, a emenda impõe 5% em qualquer caso. “Essa atitude não é tomada espontaneamente pelos empregadores, a nova exigência vai tornar mais fácil a vida destas pessoas são tão discriminadas e encontram dificuldade para entrar no mercado de trabalho”, conclui a deputada.

Estima-se que o Pará possui 700 mil pessoas com algum tipo de deficiência. A Associação Paraense de Pessoas com Deficiência (APPD), que conta com mais de 30 mil associados, promove cursos de capacitação voltados para pessoas com deficiência em parceria com instituições como o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e o Serviço Nacional de Aprendizagem do Comércio (Senac). Segundo o coordenador de assuntos institucionais da entidade, Silas Pereira, que é deficiente físico, existem muitos currículos de pessoas com deficiência capacitadas que aguardam uma oportunidade. Cerca de mil pessoas passam por algum tipo de treinamento profissional da APPD. São realizados cursos de atendimento ao público, secretariado, informática, recepcionista, operador de comércio, informática e panificação.

Com Informações Ex Libris Comunicação

EU ACREDITO É NA RAPAZIADA

May 7, 2008 by admin  
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Selecioná-los é fácil. Já a retenção parece ser tarefa de poucos.

Márcia Vespa*

Todas as empresas, em todos os mercados, viveram e sentiram na pele os efeitos da globalização, o “boom” da internet, a entrada maciça da mulher no ambiente de trabalho, as alternativas geradas pelos pais para educarem filhos numa nova modalidade de contato e se esqueceram de analisar os impactos que esses comportamentos trariam quando essa moçada chegasse para ocupar seu espaço no mundo corporativo. É… E eles cresceram! Batizados de “Geração Y”, eles chegaram para tirar o sono dos profissionais de recursos humanos e gestores no que tange a retenção de talentos.

Chegaram com o perfil da nova era: impacientes, rápidos nas decisões, insatisfeitos, e totalmente orientados para a satisfação imediata de seus anseios e sonhos, como se não tivessem tempo a perder, tudo isso acompanhado por uma visão de mundo muito mais ampliada. Chegaram ao mercado de trabalho com competência, desejo de realização, muito mais ousadia e dispostos a experimentar novos desafios, fazendo com que as empresas e os profissionais de RH repensem suas tradicionais práticas de gestão de pessoas.

Por outro lado, dada à imprevisibilidade de mercado, é natural que as empresas busquem identificar e trazer para a sua organização o jovem e a sua capacidade de inovação, seu desejo de aprender, de se engajar em projetos desafiadores e em práticas de responsabilidade sócio-ambientais, auto-estima e autoconfiança bem trabalhadas, e claro, muito bom humor. As empresas estão buscando gente bem resolvida, de bem com a vida. Os problemas farão parte do dia-a-dia, mas as relações humanas não podem ser ameaçadas, pois se descobriu que pessoas felizes dão mais lucro. É isso… Pessoas felizes dão mais lucro!!!

Mas como compatibilizar os interesses pessoais com os empresarias? Esta é a grande e desafiadora pergunta que não quer calar.

Muitas empresas estão amargando a tristeza, a angústia e, por que não dizer, o prejuízo deixados pela perda de talentos que fez emergir a certeza, mesmo que provisória, de que era a coisa certa a fazer no momento. Contratar pode ser caro. Mas perder é desperdício.
O que levar em consideração num processo seletivo para que o tiro não seja curto?

Para as empresas, sugiro revisitarem e reinventarem as suas práticas de gestão de pessoas. A começar pela metodologia adotada no processo seletivo. Selecionar por competências pode e deve ser uma prática mais habitual se bem aplicada para identificar não somente grandes potenciais, mas principalmente se há alinhamento com os valores da organização. Se os valores pessoais destoarem dos valores organizacionais, não há potencial que se perpetue. É tiro curto.

Outro ponto a considerar é o tradicional plano de carreira. O efeito crescimento gradativo, degrau a degrau, moroso e interminável, normalmente na vertical, é totalmente incongruente com a velocidade do mundo, quiçá dos jovens profissionais impacientes e infiéis da Geração Y que chegam ao mercado de trabalho. Ávidos por desafios, e não necessariamente por cargos, eles clamam por projetos desafiadores, envolventes, bem como a oportunidade de conviverem nestes projetos com pessoas inteligentes e bem sucedidas. É o que tem feito a chama do entusiasmo durar. O projeto acaba. Comemora-se, e outro vem à tona. Novos desafios, gente nova, novas responsabilidades. Isso não enjoa!

Gestão dos benefícios? Pense num cardápio de opções. A autonomia e a liberdade de escolha convergindo com as necessidades presentes do jovem são excelentes aliados da retenção de talentos.

Invista em desenvolvimento e capacitação, sim. Mas se esforce e garanta para que os conhecimentos adquiridos sejam materializados no próprio meio profissional. Crie ambiente. Estimule. Desafie. Premie.

Tenho visto empresas investirem grandes somas em treinamento e doarem a custo zero um profissional para a concorrência.

Crie seu diferencial olhando para as suas pessoas, antes que alguém faça isso por você.
Seja criativo. Se tiver dificuldade, chame-os para o seu lado. Ali tem idéia que não acaba mais. Idéias implantadas e celebradas também retêm talentos. Afinal, talento atrai talento.

*Marcia Vespa é psicóloga com extensão em psicodrama, pós-graduada em marketing de negócios e MBA em gestão de pessoas pela Escola de Administração de Empresas da FGV e diretora da Leme Consultoria

REVISTA ÍNTIMA E DANOS MORAIS

April 26, 2008 by admin  
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Por Ana Paula Simone de Oliveira Souza*

A revista íntima de funcionários, medida de segurança utilizada por algumas empresas, continua polêmica e rendendo diversos processos no Judiciário brasileiro. Em recente decisão, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) reconheceu o direito à indenização de uma ex-funcionária de empresa de transporte de valores. A trabalhadora alegou que era submetida, diariamente, por duas vezes, à revista íntima em seu trabalho, na presença de outras funcionárias. Disse ainda que, durante essas circunstâncias, a funcionária encarregada de tal revista tecia comentários jocosos a seu respeito. Por conta disso, a ex-funcionária pleiteou o pagamento de indenização por danos morais.

A prática de revista íntima é condenada expressamente, no caso de mulheres, pela Lei 9.799/99, que introduziu o artigo 373-A, da Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT). O inciso VI proíbe que o empregador proceda à revista íntima nas empregadas e funcionárias. A condenação do TST significa uma evolução, não apenas do direito em si, mas também do trabalhador que não pode aceitar qualquer constrangimento que desrespeite sua dignidade e intimidade. A prática é lesiva e existem inúmeras formas, com ajuda tecnológica, para obtenção de segurança no ambiente de trabalho.

O TST, no caso citado, modificou o entendimento da sentença proferida pela 25ª Vara do Trabalho do Rio de Janeiro, bem como do acórdão do Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região, que manteve a decisão de primeira instância. Ou seja, a pretensão foi indeferida em primeira instância.

A autora, inconformada com a decisão, recorreu ao Tribunal Regional do Trabalho que, ao analisar o recurso, concordou com o entendimento proferido pela vara de origem, o qual considerou que não constitui nenhuma violação à intimidade a revista íntima realizada por pessoa do mesmo sexo. Considerou ainda que, em primeira instância, a prova testemunhal produzida não deixou evidência de que a prática da revista tenha gerado qualquer comentário indecoroso a respeito da trabalhadora.

Esses argumentos foram fortemente afastados pelo Tribunal Superior do Trabalho, competente para analisar o recurso de revista interposto pela ex-funcionária. Para o relator do acórdão, ministro Barros Levenhagen, o caso dos autos traduz-se em evidente abuso do poder diretivo do empregador, pois, embora lhe caiba dirigir e fiscalizar a prestação pessoal de serviço, não pode exceder-se no exercício desse poder a ponto de atingir os valores íntimos da pessoa humana.

“O poder hierárquico, também denominado de poder de comando, consiste na faculdade conferida ao empregador de dirigir a prestação pessoal de serviço do seu empregado, de elaborar normas e de aplicar penalidades, se necessárias, à manutenção da ordem interna da empresa.” (Limites do Jus Variandi do Empregador, Ltr, 1997, pág 13). É importante destacar que esse poder de comando do empregador não é ilimitado; ele encontra limites no princípio da dignidade da pessoa humana. O direito à privacidade do empregado está inserido no mesmo patamar constitucional do direito de propriedade do empregador. Portanto, esses princípios devem ser analisados de forma harmoniosa, não podendo ser aplicado um em detrimento de outro. E a revista íntima acaba causando constrangimento sempre, mesmo que realizada por pessoas do mesmo sexo.

Por outro lado, a revista pessoal não é proibida. Sob esse enfoque, o empregador pode revistar a bolsa do funcionário quando este procedimento de segurança for indispensável. Uma saída recomendável é que a empresa, juntamente com o sindicato de classe, firme acordo coletivo de trabalho, fixando as regras a serem observadas para a revista pessoal. Porém, certo é que, mesmo com o acordo, é possível que os tribunais encontrem motivo para conceder a indenização por danos morais, caso haja comprovação de algum abuso. Por isso, é sempre uma ótima recomendação que o bom senso oriente o empregador na hora de instituir as medidas para efetivação da revista e de escolher a pessoa adequada para realizá-la, evitando abusos.

* Ana Paula Simone de Oliveira Souza é advogada trabalhista do Peixoto e Cury Advogados - apso@peixotoecury.com.br

FALTA TEMPO PARA OS EMPREENDEDORES

March 18, 2008 by admin  
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* Por Christian Barbosa

Quando vou aos eventos voltados para empreendedores, ouço as mesmas reclamações sobre a falta de tempo livre para realizarem outras atividades. Dentre as mais freqüentes, posso citar duas: “Quando eu era funcionário, achava que os empreendedores podiam chegar e sair na hora que escolhessem. Agora que sou um deles, descobri que sou o primeiro a chegar e o último a sair” e “Não tenho tempo para minha família, amigos e às vezes nem para mim mesmo, mas preciso sempre me dedicar mais à empresa”.

As queixas são as mais diversas, mas existem duas características muito comuns em empreendedores com falta de tempo: delegação ineficaz de tarefas que poderiam ser executadas com sucesso por outras pessoas e centralização dos processos de tomada de decisão. Por conseqüência desses dois fatores, o tempo acaba ficando escasso e o empreendedor, que se torna o cérebro de tudo, acaba sendo indispensável para a sobrevivência da empresa. Isso é ruim por uma série de questões que vão além do comprometimento da agenda pessoal de quem está à frente dos negócios, a organização precisa ter no trabalho em equipe sua base para o sucesso.

Esse tipo de empreendedor, que se torna uma “ilha” dentro da empresa, acaba escravo do próprio negócio. Muitas vezes, essa situação nem passa pela cabeça das pessoas quando elas sonham em colocar seu lado empreendedor em prática. Precisamos refletir sobre a diferença entre ter um negócio próprio e “fazer tudo por conta própria”. O bom líder deve conhecer bem o que precisa ser feito e saber a quem pedir ajuda, e não fazer tudo sozinho, como muitas pessoas pensam.

Para tentar solucionar esse problema e fazer da arte de empreender algo mais prazeroso e com melhores resultados, aponto sete dicas que podem ajudar a melhorar a relação do empreendedor com seu relógio:

É preciso que o empreendedor deixe de lado seu perfeccionismo ruim - aquela sensação de que só ele é capaz de fazer as tarefas da maneira correta. É preciso aprender a confiar na sua equipe e, se for o caso, trocá-la para tornar esse fluxo de informações e trabalho viável;
Comece delegando pequenos poderes ao seu time e à medida que se sentir mais seguro, os amplie;
Peça feedback à sua equipe, assim ficará sabendo se sua maneira de gerir a empresa está correta e saudável;
Desenvolva processos que possam resolver as questões mais simples sem ter que se dedicar muito a elas;
Fique fora do escritório pelo menos uma vez a cada quinze dias, já que é preciso aprender a deixar sua equipe resolver os problemas de última hora por conta própria, dando assistência, sempre com paciência, até que consiga tornar essa “folga” mais freqüente;
Crie instrumentos indicadores, que permitam monitorar problemas e metas de forma mais rápida;
Faça um mapeamento dos pontos mais críticos do seu negócio e crie uma estratégia para redução/eliminação dessas situações.

*Christian Barbosa - Autor do livro A Tríade do Tempo - A Evolução da Produtividade Pessoal, pela Editora Campus e do livro exclusivo para mulheres: Você, Dona do Seu Tempo - Editora Gente. É um dos maiores especialistas em gerenciamento de tempo e produtividade pessoal e empresarial do País. Conferencista, empreendedor, sócio da Blue Eagle, empresa de tecnologia web. Sócio da Tríade do Tempo - empresa de treinamento, consultoria e produtos especializada em produtividade. Master Practtioner em Programação Neurolinguística. Facilitador do programa de empreendedores do Sebrae/Onu - Empretec. Sua metodologia e teorias sobre produtividade ganharam grande destaque e importância nacional e internacional devido inovações e soluções diferenciadas.

www.triadedotempo.com.br

www.christianbarbosa.com.br

Fonte: MaxPress