Banco do Nordeste lança edital do Programa BNB de Cultura - Edição 2009
FORTALEZA, 01.07.2008 - O Banco do Nordeste do Brasil está lançando hoje (terça-feira, 1º), em seu portal na Internet (www.bnb.gov.br), o edital do Programa BNB de Cultura - Edição 2009. O Programa BNB de Cultura é uma linha de patrocínio direto do Banco do Nordeste, para apoio à produção e difusão da cultura do Nordeste e Norte de Minas Gerais e do Espírito Santo (área de atuação do BNB), mediante seleção pública de projetos. Existente desde 2005, o Programa BNB de Cultura, já patrocinou 681 projetos nas quatro edições anuais anteriores, no valor total de R$ 10,5 milhões.
O Banco do Nordeste destinará, no próximo ano, o montante de R$ 3 milhões para projetos a serem selecionados nas seguintes áreas: música (com dotação de R$ 700 mil), literatura (R$ 400 mil), artes cênicas (R$ 600 mil), artes visuais (R$ 400 mil), audiovisual (R$ 400 mil) e artes integradas ou não-específicas (R$ 500 mil). Serão contemplados pelo menos 174 projetos - sendo, no mínimo, 42 de música, 27 de literatura, 37 de artes cênicas, 13 de audiovisual e 30 de artes integradas ou não-específicas.
Territórios da Cidadania
O BNB garante que, no mínimo, 50% do total dos recursos (ou seja, pelo menos R$ 1,5 milhão) do seu programa de patrocínio cultural direto serão destinados para projetos cujas ações sejam realizadas em municípios com até 100 mil habitantes, dentro da área de atuação do Banco. Assegura também que pelo menos 25% do total dos recursos (isto é, no mínimo R$ 750 mil) serão reservados a projetos realizados em municípios incluídos no Programa Territórios da Cidadania, do Governo Federal, cujo objetivo é levar o crescimento econômico e universalizar os programas básicos de cidadania. Na área de atuação do BNB, são identificados 34 Territórios da Cidadania, englobando 586 municípios, sendo 337 inseridos na região semi-árida.
A meta da instituição é realizar, até 28 de novembro deste ano, todo o processo de seleção da edição 2009 do Programa, compreendendo, ainda, as seguintes fases: realização de 38 oficinas de elaboração de projetos em todos os 11 estados da área de atuação do Banco (4 a 31 de julho), período de inscrições (1º a 22 de agosto), divulgação da lista de projetos habilitados para o processo de seleção (30 de setembro), análise dos projetos (1º a 31 de outubro) e divulgação do resultado das propostas selecionadas (28 de novembro). A informação é do gerente de Gestão da Cultura do BNB, Henilton Menezes.
Colheita de sugestões e análise dos projetos
Para consolidar o edital 2009, o BNB colheu sugestões via Internet, no período de 6 a 15 de junho último, oriundas de artistas, produtores, gestores, instituições culturais e demais interessados. O objetivo dessa fase do Programa era estabelecer, de forma compartilhada com a sociedade, as linhas de atuação, critérios de avaliação, segmentos contemplados e alocação de recursos referentes ao Programa BNB de Cultura - Edição 2000.
Os projetos serão analisados por 30 avaliadores representantes de todos os Estados onde o BNB atua. Serão formadas seis comissões avaliadoras para cada área artística do edital. As comissões das áreas de música, literatura, artes cênicas, artes visuais e audiovisual serão formadas por cinco avaliadores externos, representantes de estados diferentes. Na área de artes integradas ou não-específicas, a comissão julgadora será formada por cinco funcionários do BNB (consultores internos e gestores que coordenam os programas artísticos dos Centros Culturais Banco do Nordeste).
Objetivos e critérios
São objetivos do Programa BNB de Cultura: apoiar prioritariamente a realização de projetos culturais que estão fora da evidência do mercado e que contemplem a cultura do Nordeste e do Norte de Minas Gerais e do Espírito Santo; promover a realização de projetos culturais nos municípios da área de atuação do BNB menos providos de atividades culturais; promover a democracia cultural mediante a participação da comunidade na produção e/ou fruição das ações culturais apoiadas pelo BNB; promover e proteger a diversidade das expressões culturais da Região Nordeste e do Norte de Minas Gerais e do Espírito Santo; investir os recursos financeiros do BNB, disponíveis para a cultura, em atividades de interesse da região Nordeste e do Norte de Minas Gerais e do Espírito Santo; e consolidar a imagem do BNB como empresa socialmente responsável, atuando no processo de patrocínio cultural de forma profissional e ética, visando ao desenvolvimento sustentável da cultura do Nordeste e do Norte de Minas Gerais e do Espírito Santo.
Para a seleção dos projetos culturais, deverão ser considerados os seguintes critérios: qualidade técnica e/ou artística; ineditismo da proposta; atendimento de interesse da comunidade; formação ou aperfeiçoamento profissional; condições de sustentabilidade; viabilidade físico-financeira; potencialidade de consolidação a imagem do BNB junto à sociedade; e ações e investimentos dos recursos financeiros voltados prioritariamente para municípios da área de atuação do BNB, menos providos de atividades culturais.
Contrapartidas e prestação de contas
Todos os projetos culturais selecionados deverão oferecer ao BNB, no mínimo, as seguintes contrapartidas: inclusão das logomarcas institucionais do BNB e do Governo Federal, além de outros produtos/serviços associados, a critério exclusivo do Banco, em todos produtos gerados e peças de divulgação e de distribuição; inclusão das logomarcas institucionais do Banco e do Governo Federal, além de outros produtos/serviços associados, em espaços onde serão realizados os eventos; citação verbal do patrocínio do BNB em todas as entrevistas concedidas à imprensa sobre o projeto; doação de 20% de qualquer produto gerado pelo projeto (livro, disco, CD, DVD, catálogo, ingressos etc.) para uso a critério do BNB, no caso de patrocínio exclusivo (no caso de patrocínio parcial, esse percentual será proporcional ao valor investido pelo BNB); e disponibilidade para participar de eventos nos Centros Culturais Banco do Nordeste, sobre o projeto contemplado no Programa BNB de Cultura, quando convidado.
Todos os projetos contemplados deverão apresentar relatório final, no máximo em um período de 30 dias após a conclusão de todas as fases, contendo as seguintes informações: detalhamento das despesas realizadas; público atingido, classificado quantitativa e qualitativamente; número de profissionais envolvidos e funções desempenhadas; reprodução de todas as peças de divulgação; e cópias das matérias publicadas nas mídias impressa (jornais e revistas) e eletrônica (rádio, televisão e internet).
Inscrição e habilitação de projetos
O período de inscrição dos projetos será de 1º a 22 de agosto deste ano, mediante entrega de seis vias do formulário de inscrição impresso, devidamente preenchido com letra legível, digitado ou datilografado, assinado por responsável pelo projeto, e acompanhado de seis cópias de cada anexo indicado no formulário.
A entrega dos projetos deverá ser feita nos seguintes locais: projetos oriundos do Ceará, nos Centros Culturais BNB-Fortaleza e Cariri; projetos originários dos demais Estados situados na área de atuação do Banco (Maranhão, Piauí, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia, Norte de Minas Gerais e do Espírito Santo), nas sedes das superintendências estaduais do BNB; na Paraíba, as propostas também poderão ser entregues no Centro Cultural BNB-Sousa; por sua vez, os projetos de Estados localizados fora da área de atuação do Banco deverão ser enviados para o Centro Cultural BNB-Fortaleza.
De segunda a sexta-feira, no período de 10 às 16 horas, a entrega dos projetos deverá ser feita nesses locais, ou então pelo correio, com remessa para esses mesmos locais, como correspondência registrada com Aviso de Recebimento - AR (considerada a data de postagem), em envelope devidamente identificado.
No período de 23 de agosto a 30 de setembro deste ano, todos os projetos inscritos passarão por uma análise técnica, objetivando a habilitação para a fase de seleção. Serão considerados desabilitados os projetos que apresentarem inconsistências e não atenderem às exigências previstas no edital.
ENTREVISTAS E INFORMAÇÕES ADICIONAIS:
Henilton Menezes (gerente do Ambiente de Gestão da Cultura do BNB) - (85) 3464.3109 / 8635.6064 - henilton@bnb.gov.br
Mário Nogueira (coordenador do Programa BNB de Cultura) - (85) 3464.3182 / 8830.1110 - amariobn@bnb.gov.br
Luciano Sá (assessor de imprensa do Centro Cultural Cultural Banco do Nordeste) - (85) 3464.3196 / 8736.9232 - lucianoms@bnb.gov.br
Contínuo Transitório, exposição de Waléria Américo
Contínuo Transitório, primeira exposição individual de Waléria Américo, busca lugar sensível para o corpo e a imagem, construindo um trânsito entre sensações e pensamentos
FORTALEZA, 30.05.2008 - Na próxima terça-feira, 3 de junho, às 20 horas, no Centro Cultural Banco do Nordeste-Fortaleza (rua Floriano Peixoto, 941 - Centro - fone: (85) 3464.3108), a artista plástica Waléria Américo abre sua primeira exposição individual, Contínuo Transitório. Antes, às 19 horas, haverá bate-papo com o curador da mostra, Moacir dos Anjos. Gratuita ao público, a mostra fica em cartaz até 20 de julho deste ano.
Em Contínuo Transitório, fotografias, gravuras, instalações e vídeos sugerem pequenas ações reais ou imaginárias que desestabilizam o olhar e tornam possível a construção de um trânsito entre sensações e pensamentos.
No trabalho Para ver o céu mudar de cor, série de cinco fotografias, a artista passeia sobre uma mureta no topo de um edifício, de onde é possível ver uma paisagem feita de prédios que, juntos, quase encobrem o horizonte.
No vídeo Mergulho na Paisagem, o ato de jogar pedras em um lago é encenado tantas vezes a ponto da ação perder sua função e se transformar em uma relação entre corpo e paisagem.
Em Contenção, Waléria caminha em linhas retas, sobe e desce os níveis distintos de um ambiente feito de pedras, negociando a sua permanência nesse lugar que da forma como é filmado pouco se pode saber.
Com micro-câmeras atadas no corpo, a artista percorre lugares da cidade, registra-os a partir dos seus movimentos e compartilha essas perspectivas fragmentadas em Mirar.
Por meio de objetos inventados, sem finalidade certa, como um trampolim inacessível (Ilusão, ou minutos antes) ou uma cadeira com altura pouco convencional (Suspensão), Waléria reafirma seu desejo de propor sentidos contextuais e fugidios.
“O trabalho da artista depende menos de características próprias da fotografia ou do vídeo (além de outros meios que eventualmente utiliza) e mais de sua disposição em empregá-los em sua estratégia de conhecer, sempre um pouco mais, a natureza do espaço onde ela e outros vivem”, afirma o curador da exposição, Moacir dos Anjos.
ENTREVISTAS E INFORMAÇÕES ADICIONAIS:
Waléria Américo (Artista) - (85) 8794.5820
Moacir dos Anjos (Curador) - (81) 9975.2962
Jacqueline Medeiros (Coordenadora de Artes Visuais do CCBNB) - (85) 8851.5548
Luciano Sá (assessor de imprensa do Centro Cultural Banco do Nordeste) - (85) 3464.3196 / 8736.9232 - lucianoms@bnb.gov.br
SERVIÇO:
Artista: Waléria Américo
Curador: Moacir dos Anjos
Local: Centro Cultural Banco do Nordeste-Fortaleza
Endereço: Rua Floriano Peixoto, 941 - Térreo - Centro
Período: de 03 de junho a 20 de julho de 2008
Abertura: terça, 03 de junho de 2008
19h - bate-papo com o curador Moacir dos Anjos
20h - abertura da exposição
Visitação: 4 de junho a 20 de julho de 2008
Terça a sábado, das 10h às 20h
Domingo, das 10h às 18h
Texto do curador Moacir dos Anjos, intitulado “Rumo a um lugar que não se conhece ainda”; e fotos da exposição.
Rumo a um lugar que não se conhece ainda
Acercar-se sensorialmente do mundo. Apreendê-lo no que possui de singular sem reduzi-lo a uma dimensão apenas. Investi-lo de humanidade a partir de sua exploração contínua. Não somente com a capacidade da visão, mas com todos os sentidos juntos, pois, como dizia Merleau-Ponty, “o mundo está à minha volta, não na minha frente”. É esse ímpeto de conhecimento múltiplo e inquieto que primeiro move o trabalho de Waléria Américo. É ele que a faz avançar rumo a um lugar que não se conhece ainda: um lugar que se constrói e se mostra no percurso mesmo em que é percorrido. A dúvida, portanto, é seu impulso maior para fundar o território simbólico que habita, e que ganha contornos mais definidos – embora sempre inconclusos – a cada novo trabalho que cria.
Em uma série de cinco fotografias, passeia sobre a mureta do que parece ser o topo de um edifício, de onde se vislumbra uma paisagem feita de muitos outros prédios que, juntos, quase encobrem o horizonte. O perigo de queda implícito na caminhada parece estar justificado na última das imagens mostradas, em que a artista alcança posição que a permite testemunhar o crepúsculo para além da barreira que os edifícios formam, bem como no título-motivo dado ao trabalho: Para ver o céu mudar de cor. Já no vídeo Mergulho na Paisagem, o ato de jogar pedras em um lago é reencenado por vezes a fio sem outro fim que não seja o de desfazê-lo de uma utilidade conhecida, exceto a de conhecer com o corpo o cenário em que o mesmo está inscrito.
É dessa disposição para subverter o familiar que se tece, em conteúdo e em forma unidos como uma coisa apenas, a ainda curta e já madura trajetória de Waléria Américo. Trajetória na qual se afirma uma inquietude com os modos de habitar fisicamente o mundo e onde transparece uma inadequação do corpo às coordenadas espaciais empregadas na vida comum, com as quais se definem os lugares de repouso e trânsito. Trajetória onde se impõe, derivada de tal desconforto, a vontade de investigar o que se esconde por detrás do que é já sabido. O desejo, transposto em mídias diversas, de conhecer de novo o que é assentado costume.
Não é parte desse ânimo de experimentação, contudo, qualquer empenho em colocar-se em posição de privilégio frente ao outro. Ao mesmo tempo em que afirma uma perspectiva que é a sua, busca, em seus trabalhos, anular o que lhe é singular, fazendo de seu corpo instrumento de inquirição de um espaço comum também aos demais. São elementos operativos dessa estratégia a distância e as angulações em que se faz fotografar ou filmar, as quais mostram tanto quanto escondem os seus traços fisionômicos, e as roupas simples com que realiza os trabalhos, que não promovem distinção imediata entre aquilo que faz e comuns atos cotidianos.
A crítica aos limites entre pares de supostos antípodas também se manifesta na indistinção conceitual entre as séries fotográficas e os vídeos que Waléria Américo produz. Por serem apresentadas como fragmentos de uma ação, imagens fixas e encadeadas parecem supor a temporalidade contínua de um vídeo que, ainda que não feito, pode ser imaginado. De modo inverso, cada vídeo efetivamente realizado pode ser apreendido, em tese, por meio da seleção de alguns poucos dos fotogramas que o constituem. O trabalho da artista depende menos de características próprias da fotografia ou do vídeo (além de outros meios que eventualmente utiliza) e mais de sua disposição em empregá-los em sua estratégia de conhecer, sempre um pouco mais, a natureza do espaço onde ela e outros vivem.
Estratégia que tende a despregar-se de referentes reconhecíveis e a fundar-se na captura de imagens que descrevem, em potência, uma parte qualquer do mundo, convertendo-se em método investigativo. No vídeo Contenção, a artista percorre um ambiente feito de pedras que ocupa todo o campo filmado e do qual pouco se pode saber, portanto, de sua extensão, altura ou origem. Caminha em linhas retas, sobe e desce os níveis distintos de que a construção é feita, como se a negociar a sua permanência nesse lugar, ou como se a intuir algo que não sabia antes de estar ali.
É no trabalho Mirar, porém, que a vontade de abstrair-se de um espaço específico como foco de investigação se alia ao descentramento da perspectiva através da qual Waléria Américo apresenta os resultados, sempre provisórios, de sua exploração do território por onde se desloca e assim o cria. Atando micro-câmeras a partes diversas de seu corpo, percorre lugares variados da cidade (ruas, telhados, muros) e deixa seus movimentos os registrarem em múltiplos pedaços. Em vez do olhar distanciado, inequívoco e quase estático com que captura suas investigações passadas, agora são perspectivas fragmentadas desde regiões distintas do próprio corpo que são gravadas em imagens e compartilhadas com o outro pela artista. Oferta, assim, uma visada do mundo que nenhum olho registra e que é mais afeita, contudo, ao espaço social e afetivo partido onde hoje se vive.
Como resultado do direcionamento que a sua pesquisa recente assume, Waléria Américo abre mão, por vezes, até mesmo das imagens relativas aos caminhos que trilha na cidade, exibindo somente os seus fraturados resíduos sonoros, em apelo implícito à imaginação de quem os escuta. Divide, assim, novamente e por meios diferentes dos antes usados, a criação de sentidos para os seus trabalhos, ainda que contingentes e provisórios. Sentidos contextuais e fugidios que ela também oferece, como possibilidade, na forma de objetos que inventa e para os quais não há finalidade certa, como um trampolim em que não se pode subir e de onde se salta para o nada (Ilusão, ou minutos antes), ou uma cadeira alta o bastante para pôr o outro em dúvida sobre sua serventia (Suspensão). Promove, por meios vários, o desmonte das normas vigentes de orientação no espaço. Apenas para propor outras, que zela para que nunca se deixem fixar.
Moacir dos Anjos
Sobre Waléria Américo
Nasceu em Fortaleza, 1979, onde vive e trabalha. Graduada em Artes Plásticas, suas experimentações (vídeos, fotografias e intervenções) possuem uma poética que se volta para corpo, entorno, indivíduo e cidade.
Em 2008, participou da ARCO, em Madri (Espanha), e do Circuito Intensivo, no Alpendre (Fortaleza).
Em 2007, participou do Panorama da Arte Brasileira, MAM (São Paulo); da Verbo, na Galeria Vermelho (São Paulo), da exposição Quase Nordeste, na Galeria Oeste (São Paulo) e do Salão de Abril (Fortaleza).
Em 2005/2006 integrou os programas da Bolsa de Arte do Museu de Arte da Pampulha (Belo Horizonte), e do Rumos Visuais, do Instituto Itaú Cultural (São Paulo).
Outras exposições de destaque:
2006 - Centrocidades, no Centro Cultural BNB (Fortaleza); De Um lugar a Outro, Museu de Arte Contemporânea do Ceará (Fortaleza);
2005 - Salão Arte Pará, Museu do Estado do Pará (Belém);
2004 - Salão de Arte Contemporânea de Sobral (Sobral); Experimental, Museu de Arte Contemporânea do Ceará (Fortaleza).
2003 - I Bienal Ceará América, Museu de Arte Contemporânea do Ceará (Fortaleza).
2002 - Ainda Gravura, Museu de Arte Contemporânea do Ceará (Fortaleza).
Sobre Moacir dos Anjos
Economista pela Universidade Federal de Pernambuco (1984), com mestrado em Economia pela Universidade Estadual de Campinas (1990) e doutorado em Economia - University College London (1994), Moacir dos Anjos é pesquisador da Fundação Joaquim Nabuco desde 1990 e foi diretor do Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães entre 2001 e 2006. Tem experiência na área de Artes Visuais, com ênfase em Crítica da Arte, atuando principalmente nos seguintes temas: arte brasileira, artes plásticas, cultura contemporânea, globalização e políticas públicas.
Atuações de destaque:
Membro do Conselho Editorial da Editora Massangana da Fundação Joaquim Nabuco (12/2004 a 12/2005);
Membro do Conselho Curador do Museu de Arte Contemporânea do Centro de Arte e Cultura Dragão do Mar Fortaleza (01/2005 a 12/2006);
Membro do Conselho Científico do projeto O Estado do Mundo, Fundação Calouste Gulbenkian Lisboa (10/2005 a 12/2007);
Membro do Comitê Assessor da Cisneros Fontanals Arts Foundation Miami (03/2006 a 02 de 2008);
Membro do Conselho Curador da Galeria Marcantonio Vilaça do Instituto Cultural Banco Real Recife (01/2006 a 12/2007);
Membro do Conselho Curatorial do The Projects Section ARCO´07, IFEMA Madri (07/2006 a 02/2007);
Membro do Conselho Curatorial do Projeto ARCO 2008, do Ministério da Cultura (06/2006 a 02/2008).
I Mostra BNB do Blues - Fortaleza
May 30, 2008 by admin
Filed under Brasil, Cultura, Shows& Eventos
I Mostra BNB do Blues reunirá 70 músicos de 22 bandas durante o mês de junho em Fortaleza
FORTALEZA, 28.05.2008 - A I Mostra BNB do Blues reunirá durante o mês de junho cerca de 70 músicos de 22 bandas, sendo 19 bandas de Fortaleza, duas do Cariri (Lenynha Vas e Los The Os) e uma carioca (Beale Street). A Mostra acontecerá às quartas e quintas-feiras de junho (dias 5, 11, 12, 18, 19, 25 e 26) e no sábado, 14, com shows sempre às 12h, 17h e 18h30. Ao todo serão 22 atrações, além da exibição de DVDs musicais. Toda a programação é gratuita ao público.
No dia 14, o programa Rock-Cordel se insere na mostra, com a apresentação de quatro bandas destacando a fusão blues-rock, e o programa de debates É Tudo Fotografia discutirá o tema “O fotógrafo como produtor da imagem do artista”. Durante a mostra, o programa Troca de Idéias promoverá um ciclo de debates sobre a História do Blues e sua influência na atualidade.
Confirmando a atenção conferida pelo Centro Cultural Banco do Nordeste à crescente demanda de grupos de blues atuando no cenário local, além dos programas de rádio especializados no gênero, a I Mostra BNB do Blues tem como objetivo apresentar um retrato dessa movimentada cena, com a participação de cerca de 70 músicos convidados, além de comentaristas que abordarão temas ligados à História do Blues e toda a sua obra musical.
Deste modo, o Banco do Nordeste, através do Centro Cultural Banco do Nordeste-Fortaleza (promotor do evento), mais uma vez cumpre seu papel para o desenvolvimento da região, na medida em que promove o acesso democrático à cultura, estimula a produção artística em todas as cadeias produtivas da música, criando novas oportunidades e promovendo a formação profissional dos agentes produtivos.
PROGRAMAÇÃO DA I MOSTRA BNB DO BLUES
ExperiHendrix Trio
Dia 05, qui, 12h
O trio cearense ExperiHendrix surgiu sobre a inspiração psicodélica de Jimi Hendrix. Portanto, foi com o intuito de homenagear esse grande músico norte-americano que Níguer (voz e baixo), Artur Menezes (guitarra e voz) e Carlinhos Perdigão (bateria) se reuniram em 2006. Assim, após gravarem um CD de demonstração com músicas referenciais deste sensacional guitarrista, foram selecionados para tocar no Festival Ceará Music 2007. Desde então, já se apresentaram com este projeto em importantes espaços como o Maria Bonita e o Órbita, e agora têm a responsabilidade e o prazer de abrir este Festival de Blues do Centro Cultural Banco do Nordeste. 60min.
Lu de Souza In Blues
Dia 05, qui, 17h
Lu de Souza é guitarrista, arranjador e produtor autodidata. Possuidor de um estilo próprio, funde a genialidade do jazz e blues com a riqueza rítmica da música brasileira. Tem como influência a música negra, e através dela navega com extrema segurança e singularidade nos instrumentos de cordas. Assim, cria uma abertura não-convencional para as diversas tendências e impressões musicais. A partir daí, ele segue nos palcos brasileiros uma trajetória firme, desenvolvendo um trabalho de personalidade e transmitindo uma riqueza de timbres e texturas musicais. Com Lu de Souza tocam Neo dos Santos (bateria) e Miquéias dos Santos (baixo). 60min.
Andrew Davis
Dia 05, qui, 18h30
Vocalista do grupo Lobo do Asfalto, conhecida banda de Fortaleza, Andrew Davis tem como influências o rock´n´roll e o blues. Ao lado do conjunto citado, já se apresentou em diversos palcos do Ceará, Rio Grande do Norte e Pernambuco, inclusive acompanhando o cantor/compositor blueseiro Serguei. Neste show, tocam com Davis os músicos: André Luiz (guitarra), Igor Holanda (baixo), Heverton Raydson (bateria), Diego Mendes (teclado) e Bené (gaita). 60min.
Pick Up
Dia 11, qua, 12h
O nome da banda remete ao instrumento “guitarra” e seus captadores, que em inglês são chamados de “pick ups”. Assim, o grupo tem a proposta de homenagear grandes guitarristas que cantam e flertam com o blues. Alguns deles: Richie Kotzen, Jonny Lang, John Mayer, Richie Sambora e Gary Moore. Neste espetáculo, a Pick Up passeia por um repertório blueseiro diferente, buscando aproximar-se também do rock e do pop. Integrantes: Cláudio Mendes (guitarra e voz), Márcio Holanda (baixo e voz) e Netto Krápula (bateria). 60min.
Puro Malte
Dia 11, qua, 17h
Como um bom uísque, a Puro Malte visa o deleite e a satisfação de quem tiver a oportunidade de assistir seus shows. Ela busca unir doses generosas do bom e velho blues com a energia e a virilidade do rock’n'roll, tudo misturado por um contagiante tempero cearense. A banda já se apresentou em importantes palcos: bares Altas Horas, Buoni Amici’s e Fafi, além de haver participado de eventos como os projetos House Of Blues, Fábrica do Blues - quando abriu o show do gaitista paulistano Sérgio Duarte -, II Mostra de Música de Fortaleza Petrúcio Maia e II Festival BNB do Rock- Cordel. Seus integrantes são: Cláudio Oliveira (voz e guitarra), Erich Greiner (guitarra e vocais), Vitório Vieira (baixo e vocais) e Aldo Machado (bateria). 60min.
Zezé Medeiros em Blues
Dia 11, qua, 18h30
Experiente vocalista nascido em Fortaleza, Zezé Medeiros apresenta neste show um repertório basicamente cantado em Português. Assim, compositores brasileiros e cearenses dão a tônica do seu trabalho: Cazuza, Nilo Alves, Lúcio Ricardo (da banda performática Perfume Azul), Paulo Rossglow (cantor do Trem do Futuro, inventivo e competente grupo cearense de música progressiva) e Breno de Castro (guitarrista da banda Caco de Vidro, grupo que também conta com a participação de Zezé). 60min.
Blues Label
Dia 12, qui, 12h
Os integrantes da Blues Label, já a partir do seu nascimento, em setembro de 2001, começaram a realizar um trabalho apurado de pesquisa, aspecto que deu ao grupo livre trânsito por entre várias vertentes dessa música: blues de raiz, country, jump, blues-rock, funk e soul music. A banda é bem experiente, e já tocou em eventos e lugares como: Festival Jazz e Blues de Guaramiranga, Dragão Jazz, Ceará Music, Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, Ceará Blues Sessions, Feira Nacional da Música de Foratleza, Festival Vida & Arte, Centro Cultural Banco do Nordeste, Hotel Vila Galé, Ritz Café, Buoni Amici´s Sport Bar, Barraca Biruta, Mucuripe Clube, Cine Benfica, The Wall Bar, Forcaos, I Fórum de Harmônicas do Ceará (acompanhando os gaitistas Jefferson Gonçalves, carioca, e Andy Boy, gaúcho), Projetos Casa do Blues e House of Blues, I Mostra de Música de Fortaleza Petrúcio Maia, Circuito Cultural Banco do Brasil/2007 e BNB Clube. Integrantes: Artur Menezes (guitarra, baixo e vocal), Leonardo Vasconcelos (teclado) e Roberto Lessa (voz, guitarra e baixo). 60min.
Mimi Rocha Trio
Dia 12, qui, 17h
O guitarrista e produtor musical Mimi Rocha apresenta um show em que junta todas as suas influências acumuladas em 23 anos de estrada. Assim, realizando um espetáculo voltado ao blues moderno e com muito espaço para improvisações, junta em seu caldeirão sonoro Miles Davis, Eric Clapton, Santana, Beatles e uma mistura de carimbó com Jimi Hendrix. Músicos: Mimi Rocha (guitarra), Nélio Costa (baixo) e Ricardo Pontes (bateria e voz). 60min.
Mississipi Blues
Dia 12, qui, 18h30
Nascida em 2007, a Mississipi Blues é um encontro de amigos apaixonados pelas raízes do blues. Assim, o trio busca resgatar a sonoridade primitiva desse gênero explorando o violão slide e a gaita. Formada por Marcelo Justa (violão, slide e voz), Alvin (violão, slide e voz) e Diogo Farias (gaita e percussão), o grupo traz no repertório composições de Robert Johnson, Skip James, Charley Patton, Son House e Elmore James, entre outros consagrados bluesmen. 60min.
Lenynha Vas
Dia 18, qua, 17h
Experiente vocalista e compositora nascida em Juazeiro do Norte, Lenynha Vas possui uma voz calcada para o blues: rasgante e potente. Realizou espetáculos em cidades como Rio de Janeiro, São Paulo, Recife e Fortaleza, em importantes espaços musicais como o Circo Voador. Já abriu shows para artistas do porte de Ângela Rô Rô e Marcelo Nova, e foi cantora em bandas de rock, jazz e MPB. Tocam com ela nesta apresentação: João Neto (baixo e violão) e Abel Pereira (guitarra e violão). 60min.
De Blues em Quando
Dia 18, qua, 18h30
Simplicidade e autenticidade. Esta é a tônica do trabalho da De Blues em Quando. Formada em 2004, a banda atua divulgando o blues em workshops e festivais. Com um trabalho autoral em Português, torna o gênero acessível a todos, explorando sua sensibilidade e paixão, sem deixar de lado os clássicos que fizeram do blues um estilo mundialmente conhecido. Formação: Alvin (guitarra, lapsteel, slide, violão “resonator” e vocal), Klaus Sena (baixo), Wladimir Catunda (bateria), Diogo Farias (gaita) e Artur Menezes (guitarra). 60min.
Zeppelin-Blues
Dia 19, qui, 12h
O Led Zeppelin é considerado um dos mais importantes grupos de todos os tempos. Vendeu cerca de 300 milhões de discos no mundo todo, e seus concorridos shows influenciaram praticamente todas as gerações posteriores de instrumentistas ligados à música em geral. Neste espetáculo, o grupo cearense Zeppelin-Blues - após tocar em lugares importantes e com lotação esgotada como o teatro do centro Dragão do Mar e de excursionar para cidades como Iguatu e Brejo Santo - presta uma sincera homenagem a esta banda inglesa, que reuniu em sua música as raízes folclóricas britânicas, a psicodelia, o movimento progressivo, a world music, o funk, o soul, o blues e o rock´n´roll. Formação: Zezé Medeiros (voz), Artur Menezes (guitarra), Leonardo Vasconcelos (teclado), Marco Aurélio (baixo) e Carlinhos Perdigão (bateria). 60min.
Kazane Blues
Dia 19, qui, 17h
Personalidade importante do blues em nosso estado - inclusive com participação efetiva no CD Blues Ceará, tocando e cantando com a Sub-Blues -, o guitarrista, cantor e artista plástico Kazane busca neste espetáculo mostrar seu mais recente trabalho: misturar a sonoridade do blues tradicional com elementos do funk e do hip hop. Ao largo desse aspecto, ele promete um show que versa sobre a história de Fortaleza e de seus bairros suburbanos, incluindo a sua clássica composição “O Roqueiro do Montese”. Acompanham-no nesta empreitada: Mocó (percussão), Bernard (teclado) e Carlos Ernesto (baixo). 60min.
Los Carecas Blues Band
Dia 19, qui, 18h30
A proposta da Los Carecas Blues Band é mostrar a diversidade do blues em seus formatos tradicional/clássico e contemporâneo. Além disso, faz parte também do trabalho do grupo apresentar composições blueseiras cantadas em língua portuguesa. A formação atual chama atenção pelas influências de seus componentes, que vão do blues (e seus afluentes) à funk music, rock clássico, samba e jazz. Integrantes: Igor Bedê (guitarra e voz), Ivo Correia (gaita e voz), Rubens Barros (baixo), Alexandre “Grandão” (guitarra e vocais), Diego Veras (teclado) e Rodrigo Pereira (bateria). 60min.
Vintage
Dia 25, qua, 17h
Formada em 2008, a Vintage possui como integrantes figuras que atuam na cena local já há alguns anos. E tem como proposta básica mesclar músicas autorais aos clássicos do blues e do rock, passando por grandes artistas desses estilos. Suas influências são: Steve Ray Vaughan, B.B. King, Gary Moore, Velvet Revolver, Guns N´ Roses, Snakepit e The Doors, entre outros. Formação: Rilvas de Jesus (voz), Victor Gueiros (guitarra), Wolf (baixo) e Ramon Jucá (bateria). 60min.
Overtrio
Dia 25, qua, 18h30
Grupo possuidor de experientes músicos, o Overtrio costuma passear do jazz ao blues, passando pelo rock e pela música popular brasileira. Participaram dos Festivais de Jazz e Blues de Guaramiranga 2003 e Ceará Music 2004. Já dividiram o palco com os paranaenses do Mister Jack, em memorável espetáculo no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura. Tocando já há seis anos, o Overtrio é formado por Marcelo Justa (voz e guitarra), Gerardo Gondim (baixo) e Armando Gaspar (bateria). 60min.
Gang da Cidade
Dia 26, qui, 12h
Atuando desde o começo dos anos 1990, a Gang de Cidade é uma das maiores referências do blues em nosso estado. Inclusive, em 1996, foi uma das bandas selecionadas para gravar o CD Blues Ceará, ao lado da Trakajá Blues Experiment, Matutaia e Kazane e Sub-Blues. Atualmente, o grupo propõe-se a apresentar um repertório próprio, bem com também resgatar blues e rocks antigos, inclusive cearenses, caso de algumas composições do mestre Luís Carlos Porto, com quem inclusive já tocaram. Formação: Laerte Duarte (voz), Celso Antony (guitarra), Marco Aurélio (baixo), Valber (guitarra) e George (bateria). 60min.
A Nata
Dia 26, qui, 17h
Grupo que surgiu originalmente para prestar uma homenagem ao Cream, de Eric Clapton. Participou de eventos importantes como o Festival Ceará Music 2006, chegando a tocar em bares e também no Centro Cultural Banco do Nordeste no mesmo ano. Agora com uma nova proposta, A Nata é um power trio que prioriza a pesquisa dentro do universo blueseiro. Para isso, conta com a experiência de instrumentistas experimentados no cenário da musicalidade cearense, a exemplo do baixista Edmundo Júnior e do cantor e guitarrista Marcelo Justa. Completa o time Carlinhos Perdigão na bateria. 60min.
Beale Street
Dia 26, qui, 18h30
A Beale Street é uma banda carioca que vem pela primeira vez ao Ceará. A proposta é lançar seu segundo disco, Vibratto, com a participação especialíssima do baterista Netto Krápula. Assim, para esta apresentação, o conjunto do Rio de Janeiro terá no repertório clássicos do blues, do rock e composições autorais em Português. A Beale Street já tocou e gravou com expoentes nacionais e internacionais do blues, como Jefferson Gonçalves, Peter “Mad Cat” Ruth, Otávio Rocha, Big Joe Manfra e Kleber Dias, e também com a bateria da Escola de Samba Unidos da Rocinha. Seus integrantes são: Ivan Mariz (voz e guitarra), Alexandre Baca (bateria) e César Lago (baixo e vocais). 60min.
TROCA DE IDÉIAS
I Mostra BNB do Blues
A História do Blues e suas influências na atualidade
Dias 05, qui, 11, qua, 12, qui, 18, qua, 19, qui, 25, qua, 26, qui, 18h e 14, sáb, 15h30
Apresentadores: Kazane, Roberto Lessa e Robério Lessa
A proposta desta edição do Programa é comentar a história do blues em seu país de origem (EUA), em paralelo com sua história no Brasil. Traçar um perfil da história do blues do Mississipi, as diferenças entre o blues e o rock, o blues e o jazz, passando pela influência dos artistas negros dos anos 1930 com a obra poética urbana, até as bandas de blues que atuam no cenário local, além de desmistificar vários preconceitos ao gênero que afirmam o blues como uma música de elite, quando na verdade é um gênero musical rico, original e popular. 30min.
BREVES PERFIS DOS APRESENTADORES
KAZANE - Músico, compositor e artista plástico, propõe traçar um perfil do blues do Mississipi, especialmente sobre o músico e compositor Robert Johnson, mestre dos 12 compassos, característica do delta blues.Além disso, discutirá a influência dos artistas negros dos anos 1930 na obra poética urbana composta por bandas de blues que atuam no cenário local.
ROBERTO LESSA - Músico integrante da banda Blues Label, além de produtor e apresentador do programa “Encontro com o Blues”, na rádio Universitária FM (107.9 MHz), de Fortaleza., Roberto Lessa comentará sobre a história do blues em seu país de origem (EUA), em paralelo com sua história no Brasil. Desmistificando vários preconceitos incutidos ao gênero, o artista propõe apresentar diferenças entre blues e rock, blues e jazz, tão confundidos como um só gênero, além de reafirmar que o blues não é uma música de elite, mas um gênero musical rico, original e popular.
ROBÉRIO LESSA - O jornalista, bluseiro e apresentador do programa “Abluesando”, da Rádio FM Assembléia (96.7 MHz), abordará as raízes do Blues, contextualizando-o historicamente, a partir do surgimento deste gênero musical universal. Robério Lessa também mostrará como surgiram os primeiros instrumentos usados no Blues, e apresentar parte dessa história, muitas vezes esquecida após a eletrificação.
ROCK-CORDEL
I Mostra BNB do Blues
Artur Menezes & Os Caras
Dia 14, sáb, 14h30
Guitarrista e cantor, Artur Menezes participou de vários eventos ligados ao blues: festivais de Guaramiranga, Ceará Music, Oi Blues By Night, Fórum Harmônicas Brasil, BNB Rock-Cordel e Dragão Jazz. Passando temporadas em Chicago (EUA), apresentou-se em bares como o Kingston Mines e Buddy Guy’s Legends. Nessas ocasiões, tocou ao lado de John Primer, Charlie Love and The Silky Smooth Band, Linsey Alexander, Phill Guy, Brother John e Big Ray, entre outros. No Brasil, Artur Menezes teve a honra de acompanhar os músicos Igor Prado, Ivan Márcio, Johnny Rover, Jefferson Gonçalves, Andy Boy e Alexandre Araújo. Neste show, ele apresenta seu projeto solo, e mostra várias facetas do blues ao lado de Lucas Ribeiro (baixo) e Wladimir Catunda (bateria). 60min.
Renegados Hard Blues
Dia 14, sáb, 16h
A banda Renegados - referência de qualidade do rock e do blues feitos no Ceará - vem desde 1993 trilhando uma respeitada história por diversos palcos daqui e de outros estados. Junto com seu repertório autoral, o grupo - que prepara seu terceiro disco, “Asas do Vento”, a ser lançado ainda em 2008 - costuma fazer uma viagem pelo universo musical de suas referências roqueiras, blueseiras e nordestinas: Jimi Hendrix, Led Zeppelin, Cream, Carlos Santana, e também Raul Seixas e Luiz Gonzaga. Músicos: Marcelo Pinheiro (guitarra e voz), Ricardo Pinheiro (bateria e voz) e Romualdo Filho (baixo). 60min.
Los The Os
Dia 14, sáb, 18h30
Formada em fins de 2006 no Cariri, a Los The Os busca valorizar as raízes e o estilo moderno do rock´n´roll e do blues. Para tanto, sua música mescla: o blues tradicional de Muddy Waters, Buddy Guy, B.B. King e Freddie King; o blues moderno de Steve Ray Vaughan e Gary Moore; a soul music de Tim Maia e James Brown; e as composições roqueiras dos Beatles, Rolling Stones, Creedence Clearwater Revival e até de Roberto Carlos. Atualmente, a banda se encontra em estúdio gravando seu primeiro CD, com lançamento previsto ainda para 2008. Formação: Alessandro Ádamo (vocal e gaita), Uly Germano (guitarra), Michel Macedo (guitarra), José Wilker (baixo e vocais) e Rogê (bateria). 60min.
É TUDO FOTOGRAFIA
I Mostra BNB do Blues
Programa que visa promover encontros entre fotógrafos e profissionais de outras áreas para discutir as várias formas do fazer fotográfico e como a fotografia transita pelos diversos campos do conhecimento.
O Fotógrafo Como Produtor da Imagem do Artista
Dia 14, sáb, 17h
Convidados: Nicolas Gondim, fotógrafo, e Karine Alexandrino, cantora.
O trabalho do fotógrafo na concepção da imagem do músico levada ao público é o tema da quinta edição do “É tudo fotografia”, que terá a presença do fotógrafo Nicolas Gondim e da cantora Karine Alexandrino. A obra de Nicolas Gondim é marcada por uma série de colaborações com artistas da cena musical cearense, entre eles a banda eletro-punk Montage e o grupo Quarto das Cinzas. Com Karine Alexandrino, porém, o trabalho de Nicolas Gondim vai além das capas de disco e de registros de shows, pois é essencial para a consolidação de uma imagem performática da cantora. 90min.
ENTREVISTAS E INFORMAÇÕES ADICIONAIS:
André Marinho (coordenador geral e curador da I Mostra BNB do Blues) - (85) 3464.3181 / 9111.1090 - andreluismm@bnb.gov.br
Fernando Pessoa (coordenador de produção da I Mostra BNB do Blues) - (85) 3464.3242 / 9998.0194 - fernandopes@bnb.gov.br
Luciano Sá (assessor de imprensa do Centro Cultural Banco do Nordeste) - (85) 3464.3196 / 8736.9232 - lucianoms@bnb.gov.br
Press Release enviado por Luciano Sá (Assessoria de Imprensa)
Exposição - Centro Cultural Banco do Nordeste
Instalação aborda superação de conflitos e paradoxos gerados na construção de encontros com o outro
FORTALEZA, 03.05.2008 - A artista visual Ana Cristina Mendes Façanha expõe a instalação Intro_missão, no Centro Cultural Banco do Nordeste-Fortaleza (rua Floriano Peixoto, 941 - 2º andar - Centro - fone: (85) 3464.3108), a partir da próxima terça-feira, 6.
Com curadoria de Herbert Rolim, a exposição será aberta às 19 horas e ficará em cartaz até o próximo dia 5 de junho, com horários de visitação gratuita (de terça-feira a sábado, de 10 às 20h; e aos domingos, de 10 às 18h).
Segundo a artista, esse trabalho vem falar, sobretudo, da construção de possíveis encontros. Movimentos e caminhos que todos nós percorremos trilhando nossa existência. Fala dos limites, das rasuras, das ranhuras, das dores e descobertas consigo e com o outro.
Os limites podem ser individuais, confinados no espaço e nas trilhas do coração. Os limites podem ser também as linhas de fronteira entre os indivíduos, dos desafios que uma existência em parceria supõe. Há uma ética do existir que vai sendo desvendada nesse jogo.
Entram em ação habilidades, trocas, conexões, relações e, acima de tudo, respeito ao espaço do outro. Por fim, impondo rasgos na experiência de viver, Intro_missão tem a ver com o que perfura o nosso dentro, nos colocando em xeque-mate. Um jogo de atenção: relação com o outro, consigo e com o mundo.
Ana Cristina Mendes Façanha é graduada em Pedagogia pela Universidade Estadual do Ceará (Uece), graduanda em Artes Plásticas pelo Centro Federal de Educação Tecnológica do Ceará (CEFET-CE), formada em Design Técnico pelo Instituto de Tecnologia da Moda (Nova Iorque - EUA) e em Arte-Terapia pelo Instituto Aquilae, e foi agraciada com prêmio de menção honrosa na XIII Unifor Plástica.
Conceitos
Intro_missão é um trabalho que fala dos conflitos ou paradoxos gerados no encontro com o outro. Esse outro pode ser uma pessoa, algum objeto ou até mesmo sensibilidades que todo indivíduo vai descobrindo em si, como se formado por vários eus.
Portanto, esse trabalho fala de uma busca, de anseios, de desejos, de fugas, de um embate. No trabalho, este embate está melhor representado pela presença da linha e da agulha, que desvendam fios da existência. Ao mesmo tempo, esses materiais são domados pelas mãos da artista que os manipula na ação do movimento.
Entre o espaço do teto e do chão, os fios saltam da parede e, suportados pelo arame revolto em tecido, dão dimensão para o desenho. Os contornos do desenho aparecem retorcidos pelo arame que se arrasta na horizontal ou pendidos na vertical.
A linha cobre a agulha tomando seu brilho e seu espaço, mas, em contrapartida, a agulha está dando o acabamento da linha, pois ela determina o local onde o movimento do fio vai acabar. Eles (linha, agulha e fio) ficam suspensos no espaço e abrem uma significação no tempo subjetivo de cada pessoa.
Por tudo isso, não se pode pensar em uma individualidade, uma vez que a linha e a agulha só funcionam juntas, conduzidas por mãos artesãs. As mãos buscam o fundo da memória, de modo que cada pessoa possa acessar suas próprias conexões. E a partir daí montar o seu mundo de relações.
Materiais
Intro_missão é resultado da combinação de vários materiais, a saber: arame, linha, agulha, malha de lycra, conectores e parafusos. Primeiramente, o arame é dobrado com a força do braço e retorcido pela leveza dos gestos e movimentos do corpo do artista. Do trabalho com a linha e a agulha, dessa costura, advém um paradoxo: ora vemos o espaço percorrido pela linha, ora acreditamos que ela vai atravessar a pele do espaço e do tempo.
As agulhas da artista são tomadas pela própria linha, como se não pudéssemos prever quem vem abrindo caminho primeiro - se a artistas, se a linha ou a agulha. E nesse jogo é que o brilho da agulha, escondido pela linha que a costura, faz-se presente nas diversas posições manipuladas.
Mas, no desenho próprio da pele, são as linhas que dão suporte às agulhas várias em direção ao chão. As insistências de nossos movimentos, a impermanência de nossos gestos, a precisão do tamanho de cada uma das linhas são movimentos de olhar onde as linhas da vida vão parar ou cruzar.
Nesse vai-e-vem, tanto linha como agulha costuram os afetos que podemos desenhar no espaço-tempo. Pelas mãos mágicas da artesã, vemos preparada a teia da vivência. É tecendo a vida que os fios se dão a existir. É no lugar da costura, do que adentra a lisura do tecido ou suas asperezas.
A linha tênue e preta marca contornos grossos de habitar e saltam a parede, pendurada por fios invisíveis entre visualidade e gestualidade. Os fios caem atraídos por uma força de chão e são parados pelas mãos que arquitetam outras possíveis formas de desenho no espaço vazio.
Estado poético que anuncia
Que se põe em missão de desvendar os desenhos entra no jogo labiríntico que as formas da linha preta propõem. Elas estão em suspense por um grosso cordão, ou caídas e protegidas pela lâmina da agulha.
Se se aproxima, o observador vê sintonia musical dedilhada no conjunto. Se se afasta, passa a desejar uma veste para sua pele desnudada. É que alinhavados seus segredos, procura brilho na costura. E fugindo, vê escorrer seus contornos na parede, fixadas as curvas de seu habitar.
ENTREVISTAS E INFORMAÇÕES ADICIONAIS:
Ana Cristina Mendes Façanha - (85) 8878.3402 / 9118.9290 / 3246.9479 - anacristinamf@gmail.com
Herbert Rolim (curador da exposição) - (85) 8842.0951 / 3472.0951
Jacqueline Medeiros (coordenadora de Artes Visuais do CCBNB) - (85) 3464.3184 / 8851.5548 / jacquerlm@bnb.gov.br
Luciano Sá (assessor de imprensa do Centro Cultural Banco do Nordeste) - (85) 3464.3196 / 8736.9232 - lucianoms@bnb.gov.br
Fonte: Luciano Sá

