O DÓLAR CAI, TI SOBE

March 28, 2008 by admin  
Filed under Tecnologia

Por Maximilian Fichtl*

O dólar entrou num processo de declínio, que nos parece quase interminável. Todos os dias os telejornais ou rádios anunciam frases sobre a queda da moeda, que de tão repetitivas, nos parecem até sonoras: “E a Bolsa de Valores fechou mais uma vez com o dólar em queda”; “ABovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) apresentou queda de 1,5%…”, “O preço do dólar mais uma vez…” etc. Os valores da moeda nunca são muito atraentes, e colocam muitas pessoas e empresas em desespero e ainda põem em risco as economias globais. Será que de alguma forma isso seria benéfico para o Brasil?

A resposta será afirmativa, quando se falar da importação de insumos para a TI (Tecnologia da Informação), notebooks, desktops, impressoras, toda à parte de infra-estrutura e também de softwares. Nunca foram vistas tantas promoções em sites ou em lojas de varejo que acabam incentivando a aquisição desses produtos. Com parcelas mínimas para pagamentos, os brasileiros podem comprar esses produtos e também diversos tipos de equipamentos eletrônicos. O brasileiro está conseguindo realizar o sonho do primeiro computador.

Sem falar no uso da Internet, segundo informações do Ibope/NetRatings, no período de um ano o Brasil ganhou 7,1 milhões de novos usuários ativos mensais. Dessa vez, o Brasil cresceu mais do que os Estados Unidos, que vieram com um crescimento de 4 milhões de pessoas conectadas à web.

O momento é positivo também para micros e pequenas empresas que desejam implantar ou implementar os sistemas de tecnologia, pois as altas cargas tributárias têm tornado os seus recursos para investimento quase sempre escassos, fato que conseqüentemente posterga o seu crescimento. Agora é tempo de começar a traçar investimentos para a renovação ou a inserção de sistemas de tecnologia, em curto prazo é claro, pois é impossível prever quanto tempo essa onda irá durar.

No entanto, mesmo que impulsionados pelo momento, cabe ao empresário o estudo e melhores condições de investir na área, para que os seus recursos não sejam dispendiosos e acabam não atendendo as expectativas em longo prazo. É necessária uma análise profunda de quais recursos, hardwares ou softwares, irão atender melhor a corporação e pensar sempre em soluções web based (baseadas na web), que podem ser renovadas a todo e qualquer momento, sem que isso demande altos investimentos a elas posteriormente. Quando o investimento não é proveitoso, irá se tornar no futuro nada mais que desperdício, o que muitos querem e desejam evitar.

Como toda a balança tem dois lados, a crise do dólar tem evidentemente o seu lado negativo apontado para os exportadores de produtos de Tecnologia da Informação, que com a valorização do real acaba não beneficiando o setor. Antes o papel do Brasil como exportador de insumos tecnológicos era pequeno, agora se políticas adequadas não forem tomadas e assimiladas em um curto espaço de tempo, ficará mais difícil ainda qualquer tipo de ação de vendas externas.

E se pensarmos também em outros setores que perdem com as variações cambiais, como o setor agropecuário, será analisado apenas os aspectos negativos, e nunca vislumbraríamos o crescimento de outros setores ou de partes da sociedade, como aqueles que desejam e podem investir em Tecnologia da Informação, para esses o momento é de comemorar.

O investidor, antes de tudo, deve alinhar as suas estratégias de crescimento empresarial e mercadológico com o que a tecnologia poderá oferecer para o seu negócio. Existem situações e momentos que podem interferir no curso de empresas, desde que esses sejam bem aproveitados. A queda do dólar pode ser aproveitada e comemorada, mas antes de executar planeje e garanta, num curto espaço de tempo, um futuro promissor para o seu negócio, pois a tecnologia é base para isso.

* Maximilian Fichtl, alemão radicado no Brasil, mestre em Ciências da Computação pela Technischen Universität München (Alemanha) e Master of Business Administration (MBA) pelo Insead (França). Atualmente é CEO (Chief Executive Officer) da New Age Software (www.newage-software.com.br)

Fonte: MaxPress

GANHEI 1 MILHÃO. E AGORA?

March 28, 2008 by admin  
Filed under Brasil, Finanças

Por Gustavo Cerbasi*
Marcos Crivelaro*

“Ganhar um milhão é muito difícil, porém, mais difícil ainda, é todo mundo saber que você tem esse milhão”, afirma Diego Alemão, vencedor do Big Brother Brasil 7. Nesta semana, o Brasil ganhou três novos milionários. O mais famoso deles é Rafael de Carvalho, o Rafinha, que venceu o reality show da TV Globo. Os outros dois são os ganhadores da Mega Sena, cujo sorteio foi realizado nesta última quarta-feira (26/03). A bolada foi de mais de R$ 5 milhões para cada um. Agora eles terão a oportunidade de se tornar empresários, fazendeiros, comprar imóveis e aplicar o dinheiro restante.

Mas e você? O que faria se fosse o vencedor do BBB, o sortudo do próximo concurso da Mega Sena ou tivesse mais de R$ 1 milhão? Seguem algumas dicas que podem ajudá-lo a administrar todo esse dinheiro.

- Fuja de falsas oportunidades: o primeiro efeito na vida de um milionário é o surgimento de novos amigos ou a aproximação de interesseiros. Várias oportunidades de negócios e investimentos surgirão, como compras de terrenos, parcerias em negócios, aplicações financeiras milagrosas e possibilidade de ajudar pessoas que ’sempre te amaram sem você saber’. Fique alerta. Procure sempre a orientação de profissionais ou do Sebrae antes de aceitar qualquer parceria em negócios.

- Aprenda a viver como milionário: significativa parte dos milionários não vive em bairros de padrão elevado porque foi assim que conseguiram economizar dinheiro. Eles adoram trabalhar por conta própria ou têm seu próprio negócio. Por isso, em função da rápida ascensão, é importante que o milionário não seja reconhecido ao chamar a atenção quando comprar a sua Ferrari, a sua mansão, o seu iate… Também é preciso cuidado com o custo de aquisição e de manutenção desses mimos, caso contrário, sua fortuna evaporará. Afinal o valor de R$ 1 milhão não preenche totalmente uma mala de modelo executivo (tipo 007).

- Compre sempre a prazo: Diferentemente da orientação que é passada a quem quer construir riqueza, a regra para quem apenas quer administrar uma renda perpétua é comprar sempre a prazo. Carro, casa, viagens, eletrodomésticos e outros itens de valor devem ser pagos com o rendimento de sua riqueza, e não com o capital que gera esses rendimentos.

- Planejamento e investimento são fatores decisivos: planejar e estudar formas de investimento são fatores essenciais, independentemente do status social. Por isso, os milionários devem investir pesado e passar um bom tempo avaliando as melhores opções para seus investimentos ou procurando ajuda de consultores financeiros. A exemplo disso, em 2007, os ricos do mundo inteiro retiraram uma quantia substancial de “investimentos alternativos” como hedge funds (fundos multimercados), commodities, fundos cambiais e de capital de risco, e investiram a enorme fatia de 24% do total de suas aplicações em imóveis. A sugestão para o novo milionário brasileiro é investir 30% do total em empresas que fabricam ou vendem itens de consumo de baixo preço, ações de bancos de varejo, petrolíferas e mineradoras, que serão lucrativos por muito tempo, e destinar outros 30% em aplicações seguras (títulos públicos). Indico ainda investir 25% em patrimônio imobiliário como em um edifício comercial. A porcentagem restante (15%) pode ser gasta na satisfação pessoal: carros, casas e viagens.

*Gustavo Cerbasi, autor dos livros Dinheiro - Os segredos de quem tem, Casais Inteligentes enriquecem juntos* e Filhos Inteligentes enriquecem sozinhos, todos publicados pela editora Gente.

*Marcos Crivelaro é professor PhD da FIAP - Faculdade de Informática e Administração Paulista e da Faculdade Módulo, especialista em matemática financeira e consultor em finanças.

Fonte: MaxPress